Grávidas devem tomar apenas CoronaVac ou Pfizer e doses não podem ser misturadas, diz Ministério

Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 8 de julho, o Ministério da Saúde informou que a vacinação das grávidas contra a covid-19 deve ocorrer apenas com a CoronaVac ou Pfizer, por não terem vetor viral

Resumo da Notícia

  • O Ministério da Saúde informou que a vacinação de grávidas sem comorbidade deve acontecer com a vacina da Pfizer ou CoronaVac
  • Vacinas que possuem vetor viral, como a da AstraZeneca e da Johnson, não devem ser aplicadas
  • Fica recomendado ainda que as doses não sejam misturadas

Nesta quinta-feira, 8 de julho, durante uma coletiva de imprensa do Ministério da Saúde, foi definido que grávidas sem comorbidades poderão tomar a vacina contra a covid-19, desde que a imunização seja feita com a CoronaVac ou Pfizer.

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Além disso, as vacinas que possuem vetor viral, como a da AstraZeneca e da Johnson, não devem ser aplicadas. Sobre a combinação de vacinas, o ministro da saúde disse que não está autorizado em gestantes ou qualquer outro público e que os municípios não devem tomar a decisão por conta própria.

Recentemente, foi falado sobre a combinação da primeira dose da AstraZeneca com a segunda dose da Pfizer no Rio de Janeiro. De acordo com o ministro, as grávidas que já tomaram a vacina da AstraZeneca devem completar o esquema de imunização com o mesmo imunizante apenas no puerpério.

A recomendação do Ministério da Saúde é de que as grávidas tomem apenas a CoronaVac e a Pfizer contra a covid-19 (Foto: Getty Images)

“Os municípios têm autonomia, mas não para mudar o cerne do que foi discutido”, disse o ministro durante a coletiva. Na terça-feira, 6 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também recomendou que grávidas não recebam as vacinas de vetor viral.

De acordo com Francieli Fantinato, ex-coordenadora do PNI, a vacinação não pode causar dúvidas. “Nós estamos no cenário epidemiológico de um grande número de casos. Todas as grávidas estão em um risco de desfechos desfavoráveis e isso já foi confirmado em relação à covid-19. Pode aumentar o número de óbitos, hospitalização, necessidade de suporte ventilatório e parto prematuro. Então precisamos proteger essa gestante. Hoje, o PNI, emitiu uma nota, com a mesma qualidade da câmara técnica, que todas as gestantes podem ser vacinadas”, explicou.

Em seguida, a ex-coordenadora continuou: “A vacina é altamente favorável. O que aconteceu com a da AstraZeneca foi uma suspensão pela agência nacional e isso faz parte da farmacovigilância. O evento é extremamente raro e o único no mundo e pode ser que ele não esteja relacionado a gravidez. Por precaução, houve a suspensão, mas temos ainda a vacina da Pfizer para vacinar as grávidas e também a CoronaVac, que é uma plataforma conhecida com o vírus inativado. A vacina da AstraZeneca e da Janssen, que são da mesma plataforma, neste momento estão suspensas no Brasil. Em relação da intercambialidade, o PNI já fez uma nota técnica, que está em andamento, em cima das evidências científicas para que possamos dar a oportunidade das gestantes que iniciaram o esquema de completá-lo, protegendo as mães na gravidez”. Vale lembrar de que apesar dos estudos estarem em andamento, a combinação de doses ainda não é autorizada pelo Ministério da Saúde.

Em maio deste ano, a AstraZeneca suspendeu a vacinação em grávidas por causa de uma “suspeita de evento adverso de AVC”, que teria causado o óbito da mãe e do bebê. A partir do acontecido, as gestantes estariam tomando a primeira dose apenas da CoronaVac ou Pfizer.