Gravidez

Os hormônios vão tirar você do eixo na gravidez. Mas relaxa, passa!

Eles são responsáveis por todas as transformações no seu corpo durante a gestação. A melhor forma de lidar com isso é entender que é normal

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

pretty-caucasian-girl-covers-her-face-with-her-hands-picture-id844360924

(Foto: iStock)

Deu positivo! Depois desse resultado começa a jornada dos pais até o dia do nascimento do bebê. A mulher passa por mudanças na casa, na rotina, na família e nos hormônios! Sendo que este último item pesa mais. “Desde o diagnóstico da gestação até o parto, a ação desses hormônios pode ser notada, seja promovendo modificações no corpo e/ou permitindo que o embrião e o feto tenham asseguradas as melhores condições para sua formação completa”, diz Vander Guimarães Silva, ginecologista e obstetra, professor titular de Saúde da Mulher da Faculdade de Medicina de Petrópolis, filho de Maria das Graças e José.

A maior parte dessas mudanças é estimulada por alterações hormonais que aparecem especificamente durante a gestação. “Os hormônios mais importantes são o estrogênio, a progesterona, o hormônio liberador de corticotrofi – na, o lactogênio placentário, a somatomamotropina humana, a prolactina e a ocitocina, além do gonadotrófico coriônico”, completa o especialista.

E o que esses nomes estranhos têm a ver com o que você está sentindo? Vamos explicar. Um dos primeiros hormônios, o Beta HCG (hormônio gonadotrófico coriônico), traz a certeza para os médicos e pais de que há mesmo um bebê a caminho. E ele também é responsável pelas incômodas náuseas.

“A função desse hormônio é assegurar que a fixação do ovo (zigoto) no interior do útero esteja garantida, permitindo assim o desenvolvimento do embrião”, explica Vander. A partir de 14 semanas de gravidez, aproximadamente no terceiro mês, a placenta passa a ser quem comanda boa parte dos hormônios que irão influenciar no resto da gestação. E então a tendência é diminuírem os enjoos.

No caso das alterações de humor a culpada é a ocitocina. Seu humor se transformou numa enorme montanha-russa? Pois bem, melhor se preparar, porque isso fará companhia para você (e para a sua família) até durante o pós-parto. Mas a notícia boa é que passa! “A melhor forma para tirar essa fase de letra é com o apoio e compreensão da família. A presença dos familiares por meio de incentivos, cuidados e suporte é essencial para a recuperação do bem-estar da mãe e do recém-nascido”, afirma Vander.

Atividade física também ajuda! “O exercício físico é um ótimo colaborador para as mães, trabalhando para amenizar a ansiedade. E, se tiver um suporte psicológico com um especialista, melhor!”, aconselha Alberto Guimarães, ginecologista e obstetra na Clínica Parto Sem Medo, pai de Beatriz e João Victor.

“No final do período gestacional, por volta das 40 semanas, há uma queda desses níveis hormonais e entram em ação a ocitocina e prolactina, que estimulam as contrações uterinas e a ejeção do leite materno”, completa o obstetra.

Fique alerta

Essas alterações de hormônio também podem desencadear problemas psicológicos. “A depressão pós-parto e a psicose puerperal são os principais transtornos que podem aparecer no puerpério”, afirma o dr. Alberto. Puerpério é o período no qual os órgãos genitais e o estado geral da mulher retornarão às condições anteriores à gestação. Essas mudanças não são somente físicas, mas também psíquicas e hormonais.

Nesse período algumas mulheres sentem uma tristeza profunda, mas isso é normal se permanecer apenas por alguns dias. “É uma condição encontrada com muita frequência, porém com sintomatologia branda, que não requer medicação”, afirma Vander. Esse descontentamento, mais conhecido como baby blues, costuma durar de 10 a 15 dias. Já a depressão pós-parto é um sentimento que persiste e pode levar até à rejeição do bebê por parte da mãe. “Normalmente está relacionado a uma história familiar ou pessoal prévia de patologia psiquiátrica. A gravidez, o parto e os primeiros dias após o nascimento do bebê funcionam como fatores que desencadeiam tais condições”, explica o ginecologista.

Não deixe de conversar com o seu médico. O especialista irá avaliar se as condições de cada etapa estão normais e orientar a melhor forma de transição de acordo com cada caso.

Leia também

Sem desespero! A gente te dá dicas para lidar com a segunda gravidez

Sem desculpas! Exercitar-se na gravidez ajuda nas dores durante o parto

Entenda a diferença entre Baby Blues e depressão pós-parto?

Você gostou desse conteúdo?

Sim Não