Família

Especialista indica se agressor de cachorro no supermercado Carrefour será preso ou não

Entenda o caso

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

 

O cão foi envenenado e agredido pelo segurança (Foto: Reprodução/ Facebook)

O cão foi envenenado e agredido pelo segurança (Foto: Reprodução/ Facebook)

Na última quarta-feira (28), um segurança do supermercado Carrefour teria espancado e assassinado um cachorro na unidade de Osasco da rede, em São Paulo. A denúncia foi feita nas redes sociais e mostra imagens do animal ferido com marcas de sangue no chão da loja.

Nas fotos divulgadas, é possível ver que o cachorro estava sangrando muito e só recebeu atendimento quando o Centro de Zoonoses chegou ao local. Nesta terça-feira (4), a ativista Luisa Mell exibiu em suas redes sociais vídeos com o momento da agressão e todo o caminho que o cachorro percorreu ao procurar por ajuda. Segundo Rafael Leal, da ONG Cão Leal, o cão também teria sido envenenado pelo mesmo segurança. “Ele deu chumbinho no meio de mortadela, e agrediu o cachorro”, explicou ao G1.

Em nota, o Carrefour afirmou que o animal circulava pela unidade há alguns dias e que o Centro de Zoonoses foi acionado diversas vezes para que o cachorro fosse retirado do local, mas o chamado só foi atendido na última sexta (30). “Um funcionário de empresa terceirizada tentou afastá-lo da entrada da loja e imagens mostram que esta abordagem pode ter ocasionado um ferimento na pata do animal.”

A empresa ainda afirmou que a culpa pela morte do animal não foram as pancadas ou o envenenamento, mas sim o modo como a Zoonoses recolheu o animal. “[…] durante a abordagem dos profissionais do órgão para imobilização, o cachorro desfaleceu em razão do uso de um ‘enforcador’, tipo de equipamento de contenção.”

“Eu vou lutar para que esse cachorro que morreu, que a gente não pode salvar, seja um símbolo para que a gente possa salvar muitos outros.” disse Luisa Mell, ao acompanhar o andamento das investigações em Osasco.

(Foto: Reprodução/ Intagram @luisamell)

(Foto: Reprodução/ Intagram @luisamell)

Crime

O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98) considera crime as práticas de abuso, ferir ou mutilar animais domésticos, silvestres, nativos ou exóticos e que podem render pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

Mas segundo especialistas, é muito difícil que o agressor fique preso na cadeia. “A pena para agressão a animais é muito branda. A punição é de três meses a um ano. Ninguém vai para a cadeia com uma sentença dessa. Para a pessoa ir presa, ela tem que ser condenada a pelo menos três anos, e não existe esta pena no caso de animal”, explica a vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da OAB-DF, Selma Luiz Duarte, em entrevista ao R7.

A punição ao agressor pode ser aumentada em até um terço se houver morte. Mas ainda assim, Selma diz que “a pena ainda deve ser revertida no máximo em umas cestas básicas, serviços comunitários ou, no máximo, em uma multa”.

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