Gravidez

Como assim? Mulher engravida do marido 8 meses após sua morte e fala sobre promessa

Essa história vai virar um livro, imagina que arraso

Isabelle Marsola

Isabelle Marsola ,Filha de Soraya e Júnior

Kátia e sua promessa Luiza. (Foto: reprodução)

Kátia e sua promessa Luiza (Foto: reprodução)

Kátia Lerner de 46 anos deu um depoimento muito emocionante para a revista Marie Claire, onde conta a história de como sua vida mudou quando conheceu Roberto, sua “alma gêmea“, e como decidiu ter sua filha Luiza Roberta após a morte do esposo.

Ela conta que os dois se conheceram na saída de uma pizzaria em Curitiba. “Era aniversário de uma amiga minha […] eu avistei o Roberto na porta. Ele logo me chamou atenção”, relembrou a mãe.

Segundo a curitibana, Roberto não saiu de sua cabeça e no dia seguinte o rapaz a telefonou e eles conversaram por horas. É claro que virou romance tipo de filme! Os dois se casaram em 11 de dezembro de 2004, com direito a tudo: igreja, festa, véu… “Após um ano, começamos a planejar um filho. Cheguei a engravidar logo, mas tinha uma gestação ectópica (em que o embrião se forma fora do útero) e perdi o bebê com seis semanas”, contou Kátia à revista. Mas eles não desistiram!

De acordo com Kátia, a vida do casal era perfeita, embora não tivessem alcançado o desejo da gravidez ainda. “Tudo estava perfeito até que, em maio de 2008, fomos de férias para Cuba. Lá, ele me mostrou uma verruga pequena na barriga que havia crescido um pouco e estava incomodando”, comentou.

No mesmo ano, eles foram ao médico procurar o diagnóstico. “Como praxe, mandaram o material para biópsia e quase caímos para trás quando veio o resultado. Era um câncer de pele extremamente agressivo, já em estado avançado”, relembrou.

Kátia disse que no dia que pegou o resultado, o marido foi até a escola em que ela lecionava. Estava muito triste. “Tentei tranquilizá-lo. Disse que aquilo não devia ser nada demais e que já já tudo passaria e voltaria ao normal”, contou.

Foi então que começou a saga do tratamento. “Uma decisão importante que tomamos foi a de guardar o sêmen dele para que, no futuro, quando ele terminasse o processo, a gente pudesse realizar o sonho de ter um bebê”, informou a mãe.

Kátia afirma nunca ter demonstrado desânimo para o marido. “Me mantinha positiva e sempre com um sorriso no rosto”. Guerreira! Porém a doença só progredia, com metástase confirmada, logo ele perdeu o movimento do braço direito e começou a ter dificuldades para andar. “Beto passou por quatro cirurgias e, como ficava muito debilitado, permanecia internado nos intervalos das quimios”, relembrou.

Nos últimos dias no hospital, com o marido já em coma, Kátia lembra de ter dito a ele baixinho: ‘Ainda vamos ter um fruto nosso, do nosso amor’. Após um ano de descoberta da doença, Beto faleceu. “A única força que eu tinha era aquele sêmen guardado na clínica de fertilização e foi naquilo que eu me agarrei para seguir em frente e continuar a viver”.

Duas semanas após a morte do marido, Kátia foi até a clínica decidida a engravidar. “Para a minha surpresa, eu não tinha a permissão de usar, descartar ou doar o sêmen”, relembrou.

A mãe precisou juntar o resto de forças que tinha para ir ao tribunal lutar pelo direito de uso do sêmen do marido que já havia falecido. Três meses depois saiu a autorização na justiça. “Pelo que sei, fui a primeira mulher a conseguir esse recurso no Brasil”, contou.

Seguindo com o tratamento para engravidar, a primeira tentativa não deu certo. Em outubro de 2010, na segunda tentativa, deu certo! “Mal podia acreditar que estava grávida do Beto!”. De acordo com a mãe, assim que descobriu que estava esperando uma menina escolheu um nome em homenagem ao pai: Luiza Roberta.

Exatamente um ano e meio depois do falecimento de Beto, no dia 20 de junho de 2011, a filha do casal nasceu! “Veio a cara do pai, impressionante a semelhança entre os dois. Aliás, ela tem tudo dele, até alguns trejeitos”, comentou Kátia.

Hoje Luiza Roberta tem sete anos e às vezes questiona a mãe sobre o pai. “Ela não sabe muito sobre a nossa história, é muito criança ainda para entender”, disse a mãe.

Luiza sabe que o pai teve uma doença grave e faleceu e comenta que o pai mora na lua. “Já me deparei com ela na janela falando com a lua, como se estivesse falando com o pai”.

"Luiza, uma Promessa de Vida", o novo livro da Kátia já esta sendo escrito (Foto: reprodução)

“Luiza, uma Promessa de Vida”, o novo livro da Kátia já esta sendo escrito (Foto: reprodução)

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