Família

Pesquisa revela que a maioria dos pais não sentem culpa por usar o celular como “babá”

O estudo foi feito pela NBC Chicago, dos Estados Unidos

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

A pesquisa foi feita pela NBC Chicago (iStock)

Uma parcela dos pais está preocupada com o fato de seus filhos estarem passando muito tempo em frente a computadores e celulares – inclusive alguns estão estabelecendo limites rígidos para o uso diário de tablets e smartphones. Você faz parte desse grupo?

Mas uma nova pesquisa divulgada pela NBC Chicago, uma rede de televisão e rádio norte-americana, mostra que a maioria dos pais está bem com o uso de eletrônicos para manter seus filhos ocupados quando precisam de algum tempo de livre.

O novo estudo, feito por Harris Poll e pelo desenvolvedor de jogos educacionais Glaxyz, descobriu que quase 60% dos pais se preocupam com a quantidade de tempo que seus filhos passam em smartphones e tablets, mas quando eles precisam de um descanso, quase o mesmo número diz que não hesitam em usar essas “babás” digitais para manter as crianças ocupadas.

A pesquisa avaliou mais de mil pais e descobriu que dois em cada cinco (cerca de 40%) permitem que o filho use de duas a três horas por dia os aparelhos eletrônicos.

No entanto, os pesquisadores descobriram uma diferença entre a forma como mães e pais distribuem o tempo de uso. As mães são quase duas vezes mais propensas a não usar esse recurso.

Enquanto 45% das mães dizem que reduzem o uso de tablets e smartphones de seus filhos para uma hora ou menos por dia, apenas cerca de 27% dos pais impõem o mesmo limite de tempo para o jogo eletrônico.

A Sociedade Brasileira de Pediatria indica que crianças de 0 a 2 anos não tenham nenhum contato com aparelhos eletrônicos e que após essa idade o tempo de exposição seja de no máximo 2 horas por dia. Segundo os pediatras, o sono e o desempenho escolar podem ser afetados pelo mal uso da tecnologia.

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