Relembrar é viver! A maternidade é uma aventura sem fim

É preciso deixar algumas coisas fora da mala de viagem para realmente aproveitar em família

Olha eu aqui de novo e dessa vez pra relatar um assunto improvável em tempos de pandemia, mas que traz lembranças tão maravilhosas: a experiência de viajar com os meus pequenos sozinha. Arrumem as malas, mas deixem a vergonha e o orgulho de lado, para embarcar comigo nessa viagem desafiadora!

Precisamos deixar o orgulho e a vergonha de lado para embarcar nessa viagem (Foto: Shutterstock)

Depois que me vi na situação de mãe solo foi muito difícil parar pra planejar uma viagem com meus filhos. Poxa, já era um desafio e tanto tendo o pai das crianças junto, imagina sozinha. Adiei o quanto pude. Mas como amo viajar uma hora não teria jeito, pois unir o útil ao agradável era muito tentador. Tomei coragem e decidimos ir para o México (Cancún e Tulum).

Primeiro passo, pesquisar qual a melhor época, e adivinhe só, era fora das férias obviamente. Aí veio a primeira decisão difícil. Depois pesquisamos hotéis e passagens aéreas. Recorri a um agente de viagens que me explicou que eu precisava da autorização do pai das crianças, e lá vamos nós correr pra renovar os passaportes, assinar autorização, reconhecer firma, e detalhe, tudo em cima da hora daquele jeito bem brasileiro rs.

Ok, antes preciso relatar a aventura que foi dentro do avião com o Noah, de 3 anos. Não importa o quanto nos preparamos, o quanto negociamos, educamos, enfim, sempre seremos surpreendidos pelos nossos filhos. Viagens de avião já me fizeram tomar grandes decisões como, por exemplo, parar de amamentar. Escolhi o primeiro voo noturno, de Guarulhos até o Panamá, e acho que durou cerca de 6 horas. Foi uma beleza, o Noah dormiu a viagem inteira.

Eu já conhecendo a “peça” não comemorei antecipadamente pois depois teríamos outro voo. Apesar de curto, o Noah já estava cansado. Começou com uma reclamaçãozinha, nada tava bom, tentei desenho no celular, desenhar no papel, fiz massagem, brinquei, cantei, não teve jeito, o primeiro grito veio.

Vocês lembram que no começo do texto eu disse arrumem as malas, mas deixem a vergonha e o orgulho? Pois é, nessas horas é necessário muita calma. Tá, eu sei que é uma missão quase impossível, mas se o grito da criança não for suficiente para chamar a atenção das pessoas, os seus serão, a sua voz alta será, sua agitação, expressão corporal, respiração, tudo, absolutamente qualquer movimento trará a atenção dos outros passageiros pra você.

Quando a criança grita se cria um silêncio em seguida, uma tensão, aquela espera pela nossa reação. Se eu não fizer nada vão pensar: “Ela é mole!”, e se eu beliscar dirão: “É agressiva!” e por aí vai. Bom, fiz um grande esforço e acho que consegui ser meio termo. O importante foi que chegamos bem, vivemos momentos incríveis lá, santo carrinho de um milhão de dólares, kkk, do Noah, que quase não me fez carregar ele no colo, perdi um sapatinho ali, uma blusa aqui, isso é de lei, mas sobrevivemos.

E foram momentos inesquecíveis, uma das melhores viagens da minha vida. Um conselho? Esqueçam a vergonha, engulam o orgulho e lembrem-se que todo pai/mãe vai passar por isso um dia. E precisamos nos desapegar dos estereótipos de família perfeita. Bora ser feliz! E quer saber mais? Não vejo a hora do próximo desafio. Vem que eu já nasci pronta, rs!