Menina de 4 anos passa por 6 cirurgias após médicos confundirem tumor no cérebro com virose

Luma César Fernandes começou a apresentar os primeiros sintomas em junho de 2019, mas foi tratada com descaso nos hospitais. O diagnóstico veio meses depois e a criança está, agora, em quimioterapia

Resumo da Notícia

  • Jéssica César Fernandes desabafou depois de descobrir que a filha estava com tumor no cérebro
  • A mãe denunciou a falta de atenção dos médicos, que trataram o caso como virose
  • A Secretaria de Saúde de Santos está investigando o ocorrido
A mãe da menina reclamou do descaso dos hospitais (Foto: reprodução/G1)

Jéssica César Fernandes, de 27 anos, contou que a filha de apenas quatro anos já realizou seis cirurgias depois de ser diagnosticada várias vezes com virose por médicos da rede pública de Santos, litoral de São Paulo, enquanto estava com um tumor no cérebro.

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A mãe contou que Luma César Fernandes era uma criança saudável e não apresentava qualquer sintoma de doença até junho. Foi nesse mês que a menina começou a se queixar sobre uma forte dor de cabeça, vomitando frequentemente.

“Levei minha filha para hospitais públicos por cerca de um mês e ela foi diagnosticada com virose em todas as vezes. Porém, a dor dela só aumentava. Um dia percebi que ela estava com dificuldade para andar e vi que poderia ser mais grave do que imaginei”, explicou ao G1.

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Foi através desse sentimento que decidiu marcar uma consulta. Depois de muita espera e bastante “descaso”, pediram para que retornassem para casa. Entre várias tentativas, Jéssica levou a filha para um Pronto Socorro na Zona Leste.

Foi lá que um pediatra tratou o assunto com a seriedade que precisava. Ela foi transferida ao Pronto Socorro Silvério Fontes. No dia 5 de julho, durante uma tomografia foi confirmado um tumor cerebelar meduloblastoma nível quatro, que é um dos mais agressivos no cérebro.

Luma começou a apresentar os sintomas em junho, mas os médicos não detectaram a doença (Foto: reprodução/G1)

Foram vários procedimentos cirúrgicos entre julho e agosto de 2019, finalizando com o sexto no dia 31. “O médico nos disse que a situação era ruim. Mas não irei desistir. Acredito que minha filha irá passar por isso. Só desejo que o sistema de saúde seja melhor no diagnóstico, para que outras crianças não demorem tanto a descobrir a doença”, contou.

No momento, Luma está fazendo quimioterapia e a mãe desabafou que o momento é complicado, mas vai ficar tudo bem. A Secretaria de Saúde de Santos, em nota, afirmou que irá investigar o caso.

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