Criança

Você vai pirar com essas ideias sobre educação que encontramos na Bett Educar

Você sabia que a nova Base Nacional Comum Curricular mudou?

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

(Foto: iStock)

(Foto: iStock)

No semana do dia 8 a 11 de maio, deste ano, rolou a Feira Congresso Bett Educar, que veio de Londres, na São Paulo Expo Imigrantes e nós estávamos lá! No primeiro dia de feira chegamos cedo, porque íamos fazer vários lives durante o dia com projetos diferentes da exposição no stand da escola Anglo. Muita correria, mas um dia bem proveitoso. Conhecemos projetos incríveis sobre educação que estão fazendo a diferença no mundo educativo. Os lives tiveram mais de 20 mil visualizações, 407 curtidas e 100 compartilhamento. Vem ver o que encontramos:

Nosso primeiro bate-papo foi com nossas embaixadoras e colunistas da revista Pais&Filhos Roberta e Taís Bento, mãe e filha. Elas fizeram uma palestra na feira falando sobre a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), utilizada para pautar as matérias escolares. As duas explicaram como essa base pode ser implementada na escola de uma maneira mais tranquila e qual o papel da família nessa transformação. A mudança na BNCC propõe um novo foco. O objetivo será o desenvolvimento de competências para o aluno ser considerado num todo e não só por ser bom em matemática ou português.

1. Projeto Zoom

Descobrimos que a violência no trânsito mata tanto quanto a violência no Brasil. Esse dado veio de uma pesquisa feita pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, mostrando que, a cada 12 minutos, uma pessoa morre vítima de acidente de trânsito. No ranking mundial, o país ocupa o quinto lugar em números de vítimas fatais da imprudência ao volante. Horrível! Pensando nisso, a Zoom education for life se juntou ao Observatório para promover o Maio Amarelo Kids. A ideia é alinhar a iniciativa com o Movimento Maio Amarelo 2018: “Nós somos o trânsito”. A campanha é completamente dirigida ao público estudantil do primeiro ao sexto ano do ensino fundamental e suas famílias.

As crianças aprendem através de um jogo lúdico e interativo as regras do trânsito, o objetivo central é que eles se tornem multiplicadores do aprendizado proposto pela brincadeira. A Zoom convida as escolas a entrarem na onda e não há custo nenhum. A instituição pode inserir a atividade tanto no modelo extracurricular ou dentro das aulas, em disciplinas como Geografia, Matemática ou Artes. Veja mais informações no site: www.zoom.education.

2. Escola Projeto Âncora

Começamos a nossa conversa com Fábio Zsigmond, cofundador do Mundo Maker e pai de Gabriel, João e Clara, falando sobre o Mundo Maker – iniciativa que tem uma proposta de educação diferente. Através de atividades que estimulam a imaginação, as crianças procuram transformar suas ideias em realidade. Durante esse processo eles aprendem sobre física, matemática, sociologia, etc. “Mas a criança tem que querer fazer aquilo para alcançarmos nosso objetivo. Ela apenas se empenha e aprende fazendo aquilo que tem vontade”, explica Fábio.

Depois descobrimos que Fábio é diretor voluntário do Projeto Âncora, que também tem uma proposta MUITO diferente de aprendizado e educação. A escola fundada por Regina Celi de Albuquerque Machado Steurer e seu marido Walter, em 2016 o Âncora foi eleita uma das 12 escolas mais inovadoras do mundo por uma pesquisa que percorreu o globo inteiro.

Logo na entrada, ao invés de um prédio tradicional, existe uma tenda de circo. A escola também dispõe ateliê de artes, teatro e são os alunos que decidem as atividades que querem fazer e o ritmo dos estudos. O Projeto Âncora não tem salas de aula, todos os espaços são oportunidades de aprendizado para mais de 200 crianças e adolescentes de baixa renda da cidade de Cotia, São Paulo. O Fábio contou mais sobre o projeto pra gente:

3. Música em Família

A gente AMOU esse projeto. Estávamos andando pela feira e um estande completamente diferente dos outros nos chamou a atenção. Era uma casa cheia de notas musicais por fora. Do lado de dentro, o espaço era convidativo. Com uma luz mais fraca, parecia o lugar perfeito para um sarau. O Música em Família é um projeto do casal Paula Santisteban e Eduardo Bologna, pais de Stella. “Começamos a fazer isso pela nossa filha. Já trabalhávamos com música e queríamos juntar música e aprendizado para as crianças”, explica. A ideia é que os alunos tenham acesso à música desde pequenas, assim como eles tiveram na infância. Vem ver:

4. Escola da Inteligência

Carolina Cury, psicóloga e filha de Augusto Cury, explicou pra gente tudo sobre o projeto Escola da Inteligência. A ideia deles é trabalhar a educação socioemocional nas crianças, que ensina a lidar com as emoções e com o outro. “Nossas emoções variam demais e são intensas, trabalhar o que sentimos é importante porque nos ajuda a escolher melhor”, explica. O projeto funciona assim: a partir da adesão da escola, cada faixa-etária é trabalhada de uma maneira diferente. A metodologia foi desenvolvida por especialistas pensando em cada fase da criança.

5. Todos pela Educação

Priscila Cruz, presidente executiva do Todos pela Educação e mãe de Mariana e Maria Fernanda, explicou para a gente como funciona essa Organização, que procura trazer uma educação de qualidade para todas as crianças brasileiras. “Não temos que pensar só na educação do nosso filhos, mas sim na educação de todas as crianças brasileiras”, comenta. Além disso, ela contou um pouco sobre as iniciativas que já foram colocadas em prática:

6. Maple Bear

No estande da Maple Bear  foi projetada uma sala de aula modelo que é utilizada nas escolas da Instituição canadense. O diferencial da Maple é o aprendizado bilíngue. Mas não se trata apenas de uma aula de inglês no currículo do seu filho, na verdade ele aprende todas as matérias em inglês. Somente a partir dos cinco anos de idade, a criança começa a ter aulas de português. Inglês se torna uma segunda língua materna. Demais, né?

7. Quem é a geração Z?

Irina Bullara, diretora geral do Anglo e mãe de João Pedro. Com ela falamos sobre a geração Z que têm três características básicas: primeiro, eles são nativos no mundo digital, a tecnologia faz parte da vida das crianças e adolescentes; segunda característica é que o físico e o online se misturam e a terceira é que se trata de uma geração que busca equidade, eles querem que a mudança no mundo aconteça em prol de uma igualdade maior em todos os sentidos. Hoje, o Anglo estuda a melhor forma de trabalhar com essa nova geração.

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