Família

Ana Cardoso defende: “São pequenos momentos que tornam a vida especial”

Em uma nova série de vídeos, a jornalista fala sobre as pequenas e grandes alegrias do dia a dia que tornam a vida especial

Cecilia Malavolta

Cecilia Malavolta ,Filha de Iêda e Afonso

Ana Cardoso é mãe de Anita e Aurora, jornalista, socióloga, autora dos livros A Mamãe É Rock, Natal, Férias e Outras Histórias Quando Falta Ar. Após muito tempo escrevendo para a coluna “Ela Diz, Ele Diz”, que sai mensalmente nas edições impressas da Pais&Filhos, começamos uma série de vídeos com ela que vai ao ar no nosso canal do YouTube, a Pais&Filhos TV.

Em seu vídeo de estreia, Ana fala sobre as pequenas e grandes alegrias que constituem a vida e como são os pequenos momentos que a tornam do jeito que é: especial. Por mais que nem tudo saia conforme o planejado, a vida é isso, boa e ruim ao mesmo tempo. Confira o texto e o vídeo na íntegra abaixo:

“Um suco de laranja feito na hora. Dormir numa cama com o lençol recém-trocado. Passar manteiga no pão e ela derreter. Abraçar uma criança que saiu do banho. Regar um pé de alecrim e sentir o cheiro. 

A vida é feita de pequenos momentos muito especiais. Saborear cada um deles é opcional. tem gente que simplesmente não os enxerga, enquanto outras pessoas curtem cada segundo. É preciso estar atento e presente para perceber estas sutilezas. 

Existem alegrias que podem entrar na categoria média: receber uma festa surpresa de amigos, almoçar num jardim ao sol, caminhar com o filho para a escola e andar de mãos dadas com alguém. 

Quanto custa andar de mãos dadas? Em dinheiro, nada. Custa ser legal, querido, amado o su ciente. Custa o esforço de entender e ser gentil com o próximo, ao ponto de alguém querer o calor do seu corpo junto ao seu. 

Nem tudo são flores na vida. Querendo ou não, a gente vai tropeçar em doenças, perdas, notas ruins, cabelos brancos, coxinhas frias, cafés quentes demais que queimam a língua e tombos que deixam cicatrizes. E até em dias terrivelmente belos e pessoas radiantes que nos irritam porque nós não estamos na mesma vibração. 

A vida é isso. É bom. É ruim. Não é legal ignorar o que é ruim. Mas ser generoso e, por que não, deslumbrado com as coisas boas, nos garante uma reserva extra de bons sentimentos, uma casca superpoderosa para os momentos de tristeza. 

Valorizar o bom é um exercício. Sem custo. Sem sofrimento. Nossos filhos aprendem com nossos gestos e afetos. E, se estivermos atentos, seremos nós que vamos aprender com eles a encontrar magia na simplicidade. E só assim estaremos preparados para vivenciar grandes alegrias. Quem não enxerga o pequeno jamais identificará o grande”.

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