Avó doa parte do fígado ao neto de 1 ano para salvá-lo de doença rara

Sengar Haydon topou, aos 55 anos, passar por uma dolorosa cirurgia ao descobrir ser compatível com o neto, Hudson, na Grã-Bretanha

Resumo da Notícia

  • Sengar Haydon, aos 55 anos, doou parte de seu fígado ao neto para salvá-lo
  • Hudson, com apenas 1 ano de idade, sofre de uma rara doença
  • A atitude da avó conseguiu salvar a vida do neto
  • Sengar contou que não pensou duas vezes para se submeter à cirurgia ao descobrir que era compatível com o neto

Sengar Haydon salvou a vida do neto com um gesto emocionante. Isso porque, aos 55 anos, topou doar uma parte de seu fígado para Hudson, de apenas 1 ano, que sofre de uma rara doença. A chamada Síndrome de Alagille afeta principalmente o coração e o fígado. O transplante aconteceu em julho do ano passado, na Grã-Bretanha.

-Publicidade-

Os pais de Hudson ouviram dos médicos que o diagnóstico estava afetando diretamente a função hepática do menino – e que não sabiam se ele resistiria por muito mais tempo. A fila para o transplante de órgãos acumulava um tempo de espera de 1 ano, e desesperou completamente Chelsea e Tom. Até que, por milagre, a família descobriu que avó e neto eram compatíveis.

O caso ocorreu na Grã-Bretanha (Foto: Reprodução/ Mirror)

Assim, no fim do ano passado, Sengar e Hudson passaram pela cirurgia – que foi um sucesso. “Descobrimos que a mamãe seria a pessoa ideal para o transplante, pois Tom e eu estaríamos livres para cuidar de Hudson e meu pai cuidaria de minha mãe. Explicamos a ela muitas vezes que não precisava continuar com isso e, mesmo que ela decidisse que não queria no último minuto, estava tudo bem. Ainda não conseguimos entender o que ela fez por nós. Minha mãe é a pessoa mais incrível. Ela queria fazer isso por nós e não ia desistir. Ela não é uma vovó idosa aos 55 anos e está muito em forma”, desabafou Chelsea, ao portal Mirror.

A operação em Sengar durou 7 horas – e a avó teve 15% do fígado removido. “Foi um momento muito tenso em que mamãe estava no centro cirúrgico e eles estavam preparando Hudson para a cirurgia. Quando soubemos que o fígado estava bom e eles estavam fechando ela, sentimos um alívio, mas tínhamos todas aquelas horas enquanto eles estavam transplantando para Hudson”, comentou ainda a filha de Sengar. “Ser um doador vivo de fígado não é pouca coisa. O risco de morte ou complicações graves é incrivelmente baixo, mas é um risco”, relembrou.

Sengar se recuperou bem da cirurgia (Foto: Reprodução/ Mirror)

Sengar ainda declarou que não pensou duas vezes antes de doar uma parte do órgão para família, e que está muito bem após a cirurgia. ” Não vou dizer que foi indolor. Mas eu tomei muitos analgésicos e fui muito bem cuidada. Estou muito bem. Eu me exercito muito e me mantenho em forma. Obviamente, estar em forma ajuda na recuperação. Eu tive que tirar uma folga do trabalho, mas estou de volta agora e não tenho efeitos colaterais. Hudson parece tão bem comparado a como ele estava antes da cirurgia. Tenho satisfação quando lembro que meu fígado salvou a vida do meu neto”, disse a avó, enfim.