Covid-19: Pfizer alerta que gestantes e lactantes não devem tomar vacina

A farmacêutica norte-americana enviou um documento aos profissionais de saúde do Reino Unido com informações sobre a futuro imunizante

Resumo da Notícia

  • Pfizer é responsável pelo desenvolvimento de uma das vacinas mais promissoras até o momento contra a Covid-19
  • A farmacêutica enviou um documento aos profissionais de saúde do Reino Unido com informações sobre a futura vacina
  • Veja as contraindicações

Neste domingo, 06 de dezembro, a Pfizer, farmacêutica norte-americana responsável pelo desenvolvimento de uma das vacinas mais promissoras até o momento contra a Covid-19, enviou um documento aos profissionais de saúde do Reino Unido com informações sobre a futura vacina.

-Publicidade-
O documento de dez páginas traz recomendações importantes sobre o uso do imunizante (Foto: Unsplash)

Segundo as informações do G1, o documento de dez páginas traz recomendações importantes sobre o uso do imunizante. A bula informa que o imunizante não deve ser aplicado em grávidas, mulheres que estão amamentando ou em pacientes com febre aguda. A explicação é que se trata de uma medida de cautela, porque não houve tempo para formular testes precisos com grávidas e lactantes.

Veja abaixo as contraindicações da vacina:

  • Se você estiver grávida, não deve se vacinar, apenas após o final da gravidez;
  • Se você pode estar grávida, não deve se vacinar até ter certeza de não estar;
  • Se você pensa em engravidar nos próximos três meses, deve adiar a vacinação;
  • Se você tomar as duas doses, deve se vacinar no mínimo dois meses após a segunda dose;
  • Se você tomar a primeira dose e depois engravidar, só deve tomar a segunda dose após o final da gravidez;
  • Se você estiver amamentando, não deve se vacinar, apenas após o final do período de amamentação;
  • Se você tomar a primeira dose enquanto estiver amamentando, deve adiar a segunda para após o final do período de amamentação.

O Reino Unido se tornou o primeiro país a anunciar a aprovação da vacina da Pfzer/BioNtech, na última quarta-feira (2). Na ocasião, o governo inglês também informou que prevê iniciar a vacinação já na terça-feira, 8 de dezembro, pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS, sigla em inglês), o sistema público de saúde britânico. As prioridades serão os maiores de 80 anos, funcionários de saúde na linha de frente e funcionários e moradores de casas de repouso.

Vacina em duas doses

A vacina da Pfizer é administrada em duas injeções, com 21 dias de intervalo, sendo a segunda dose um reforço. Durante o estudo da vacina foram analisados 170 casos confirmados da Covid-19 e os testes envolveram pessoas com mais de 65 anos e, a partir desta faixa etária, a vacina se mostrou mais de 94% eficaz. Ou seja, se uma vacina tem 95% de eficácia, isso significa dizer que a pessoa tem 95% menos chance de pegar a doença se for vacinada do que se não for.

Das 170 pessoas analisadas, 8 tomaram a vacina experimental e 162 receberam o placebo (uma substância inativa). O imunizante, aplicado em duas doses, só é eficaz a partir de 28 dias.

Um ponto negativo da vacina é a necessidade de manter o imunizante em uma temperatura de menos 70°C para evitar que a substância perca seu efeito. Isso pode se tornar um grande empecilho em regiões remotas ou muito quentes, como o Brasil.