Diretor do documentário que acusa Michael Jackson de abuso quebra silêncio e responde críticas

“Imaginar que os depoimentos são de alguma forma falsos é bizarro”

Documentário Neverland causa polêmica (Foto: Getty Images)

Em janeiro, um documentário chamado ‘Leaving Neverland’ causou polêmica! O filme fala sobre os abusos sexuais cometidos pelo cantor Michael Jackson e contam com a participação das vítimas,  Wade Robson e James Safechuck.

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A família do cantor achou um absurdo e decidiu se manifestar, inclusive processaram a HBO, quem produziu o documentário. Um dos responsáveis pela imagem e bens do cantor, chamado de espólio,  afirmou que o que foi dito não passava de uma mentira e que as acusações já tinham ido a julgamento, na época as testemunharam estavam sob juramento e disseram que os eventos não aconteceram.

Diante das polêmicas, o jornal O Globo foi conversar com o diretor do documentário, Dan Reed, para entender melhor sobre o processo de apuração e gravação. “Foi a primeira vez que esses meninos, que haviam sido a companhia de Michael nos anos 1980 e 1990, realmente falavam em detalhes sobre o que acontecia. Isso era uma oportunidade incrível.”

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“As acusações no filme são contra Michael Jackson, os meninos dizem que foram abusados sexualmente por ele. Nós não acusamos nenhum outro membro da família Jackson, não acusamos o espólio. E, infelizmente, Michael Jackson está morto. Além disso, obviamente, não era a primeira vez que ele era acusado de abuso. Incluímos ele e seus advogados negando acusações no filme. Eu acredito que o outro lado está fortemente representado.”, afirmou.

Ele explica que gravou as entrevistas das vítimas com os policiais que eram responsáveis pelo caso e que os depoimentos incluíam pessoas que trabalhavam com ele e que lembram ter visto Michael na cama com as vítimas e inclusive, tomando banho e beijando um deles no banco da limosine.

Dan Reed diz que entende que a família não gosta das acusações, até porque a marca Jackson perde muito com isso, mas não tem como não acreditar no que foi dito. “Imaginar que os depoimentos são de alguma forma falsos é bizarro. Por que eles fariam isso, por que iriam tão longe inventando completamente a história, simplesmente com o objetivo de processar o espólio?”

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