Foto: mãe vê a filha pela 1ª vez após permanecer cinco meses internada com paralisia no sistema nervoso

Érika Cléia Soares, desenvolveu paralisia no sistema nervoso central no terceiro mês de gestação e teve de ser internada em estado grave no Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte

Resumo da Notícia

  • Mãe é internada com paralisia no sistema nervoso central e vê a filha após cinco meses desde o nascimento
  • A história comoveu a fotógrafa Paula Beltrão que realizou um ensaio fotos da família e realizou uma vaquinha na internet
  • A campanha arrecadou mais de R$90 mil reais em poucos dias

Nesta última quinta-feira (23), Érika Cléia Soares, 25 anos, pôde ver a filha pela primeira vez, após cinco meses. A mãe foi diagnosticada com uma doença rara que causa paralisia no sistema nervoso central. Ela precisou permanecer internada no Hospital Risoleta Neves, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

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Mãe chora ao ver filha após cinco meses
Mãe chora ao ver filha, após ficar cinco meses internada (Foto: Reprodução / Instagram / @paulabeltrao_photography)

“Eu quero ver minha esposa voltar a andar, a falar, para a gente criar nossos filhos. Estávamos cheios de planos, de conseguir nosso carro, ser feliz. Não vou desistir disso”, relatou o marido de Érika, Weverton Pereira da Silva, porteiro de 29 anos. Segundo ele, a esposa apresentou os primeiros sintomas da paralisia no terceiro mês de gestação.

“Quando ela voltou do serviço à noite, após o jantar, ela deitou na cama, perguntei o que havia acontecido, ela estava nervosa, estranha, aí mais tarde, ela estava com visão turva, perdendo as forças, fomos para o hospital. Parecia um AVC, só depois ela foi diagnosticada com ADEM (Encefalomielite Disseminada Aguda)”, contou Weverton. De acordo com a comunidade médica, essa é uma doença rara suscitada por uma infecção viral ou bacteriana. Causando lentidão nos movimentos, paralisia dos músculos e diminuição dos reflexos. “Ela piorou demais, teve convulsões, ficava debatendo o corpo, foi para o CTI intubada, sedada. Ela ficou dias assim e, mesmo depois de receber alta, ela não voltou a falar”, relatou.

A mãe não foi apresentando melhoras, portanto teve de ser submetida a uma cirurgia cesárea de emergência no oitavo mês de gestação.  “Acompanhamos a gravidez de Érika, que teve uma piora progressiva na doença, mas a bebê estava bem e a gravidez pôde prosseguir. Com 35 semanas, a criança nasceu saudável, ótima e depois de poucos dias foi pra casa. Mas nossa equipe segue acompanhando a paciente, no pós-parto”, relatou Patrícia Pereira, obstetra.

No entanto, Érika continuou em estado grave e permaneceu internada. O marido e a sogra revezavam os horários para cuidar da Maria Cecília, recém-nascida e do outro filho, Arthur Bernardo, de 6 anos. “Eu venho todos os dias, dou comida na boca, limpo, passo batom, ela sempre foi vaidosa, sempre gostou de se arrumar, no altar, no dia do nosso casamento eu prometi amá-la na saúde, na doença e estou cumprindo minha palavra. É muito complicado, mas vamos conseguir”, disse.

A história do casal, viralizou e comoveu muitas pessoas da região. Uma delas foi a fotógrafa Paula Beltrão que presenteou a família para fazer um ensaio de gestante. “Soube da história da Érika, da gravidade, e fui de forma voluntária fazer ensaio gestante dela, fiz as fotos, para ela ter uma lembrança quando ela melhorasse, para ter um registro da história da família, ver a luta dela pela vida, nesse momento difícil, mas que faz parte da história dela agora”, relatou Paula. As fotos viralizaram nas redes sociais, alcançando, em poucos dias, mais de 15 mil curtidas. Além do presente, a fotógrafa criou uma vaquinha na internet para arrecadar dinheiro à família, devido às condições financeiras precárias que eles enfrentam. A campanha conseguiu alcançar mais de R$90 mil.

Weverton Pereira da Silva e Érika Cléia Soares em um ensaio fotográfico no hospital com a filha, recém-nascida
Weverton Pereira da Silva e Érika Cléia Soares em um ensaio fotográfico no hospital com a filha, recém-nascida (Foto: Reprodução / Instagram / @paulabeltrao_photography)

“Resolvi me envolver mais nesta história porque eu sei que as necessidades financeiras que eles passaram, é muito difícil, a renda familiar caiu bastante e a despesa aumentou. Érika está sem receber o benefício do INSS desde quando internou, então a renda da família é só a do marido. Além disso, ela precisará de uma reabilitação quando tiver alta, além dos gastos com os filhos”, explicou a fotógrafa.

Segundo Hospital Risoleta Neves, Érika ainda não tem previsão de alta.