Hospital materno-infantil adota uso de redes para bebês internados na UTI: “Simula a posição fetal”

O Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, cidade do sul da Bahia, adotou o uso de redes, que são usadas como incubadoras, no tratamento de bebês, internados na UTI neonatal

Resumo da Notícia

  • O Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, cidade do sul da Bahia, adotou o uso de redes, que são usadas como incubadoras, no tratamento de bebês da UTI neonatal
  • As redes acolhem os bebês como se eles estivessem no útero da mãe
  • A unidade médica já comprovou clinicamente que os resultados são bem positivos

O Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, cidade do sul da Bahia, adotou o uso de redes, que são usadas como incubadoras, no tratamento de bebês, internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. As redes acolhem os bebês como se eles estivessem no útero da mãe e a unidade médica já comprovou clinicamente que os resultados são bem positivos.

-Publicidade-

Luana Silva, mãe de Lian, que está internado na maternidade neonatal, após nascer prematuro, acredita que o tratamento humanizado com o uso de redes dentro das incubadoras está fazendo a diferença na recuperação do bebê.

O menino, segundo o G1, vem recebendo atenção semi-intensiva, porque o quadro dele apresentou evolução. “Ele come na caminha, ele desce para baixo, ele se agita, ele arranca a sonda e na rede não, ele fica quietinho”, apontou a mãe.

-Publicidade-
As redes simulam a posição do bebê dentro do útero (Foto: Reprodução/ G1)

A ideia das redinhas não é nova. Foi trazida para o Hospital Manoel Novaes pela coordenadora da UTI neonatal há uns 10 anos, quando ela viu ser aplicada no Hospital Santa Joana, em São Paulo.

As redes são inspiradas na cultura indígena. Dentre tantos benefícios, mantêm os bebês mais calmos. A pesar de todos os benefícios da técnica, nem todos podem ir para as redes.

O tratamento humanizado tem mostrado resultados positivos (Foto: Reprodução/ G1)

“O paciente tem que estar monadicamente estável, tem que está com a estabilidade clínica. Então, a gente faz a avaliação dos pacientes mais prematuros, abaixa o peso e ai aplica a técnica”, explicou a fisioterapeuta Mirele Antunes.

“A redinha basicamente estimula a posição intrauterina do recém-nascido prematuro, pelo fato que ele é limitado do tempo que ele passa dentro do útero da mãe, porque ele nasce antes. Então essa limitação intrauterina da mãe prejudica o desenvolvimento psicomotor e na redinha eles ficam com os braços fletidos e as pernas fletidas”, concluiu ela.

-Publicidade-