Luciano Szafir fala sobre recuperação após internação por covid-19: “Vivo um dia de cada vez”

O ator ficou 32 dias internado em estado grave em um hospital no Rio de Janeiro

Resumo da Notícia

  • Luciano Szafir participou do "Encontro, com Fátima Bernardes"
  • Ele falou sobre a recuperação após ser internado por conta da covid-19
  • O ator relembrou os receios que tinha enquanto estava no hospital

Luciano Szafir, de 52 anos, falou em uma entrevista ao programa “Encontro, com Fátima Bernardes”, nesta quarta-feira, 25 de agosto, sobre a recuperação da internação por covid-19, um mês depois da alta hospitalar. “A recuperação é difícil e lenta, mas estar perto das famílias é um acalento. Já estou reagindo bem, mas é uma doença traiçoeira e deixa sequelas. Vivo um dia de cada vez”, disse.

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Luciano Szafir participou do “Encontro, com Fatima Bernardes)(Foto: Reprodução / Globo)

Nos 32 dias que passou internado em um hospital no Rio de Janeiro, ele contou que foi dominado por diversos tipos de medos: “Achava que poderia morrer a qualquer instante, Lá, no hospital, estava rezando e conversando com Deus constantemente. Hoje, acordo e faço uma reza. É uma reza judaica. Estava com muita preocupação. Além do medo de ir embora, pensava no tanto que meus filhos estavam sofrendo. No hospital, cheguei a conversar com meus filhos e minha mulher pelo Facetime”.

O ator disse que vive uma vida cheia de cuidados. “Tenho uma alimentação restrita porque passei por uma colostomia. A fisioterapia é de extrema importância porque fiquei muito debilitado”, disse ele, que foi diagnosticado com covid-19 duas vezes. “Da primeira vez, tive uma leve dor de cabeça. Fiquei isolado no quarto por 17 dias. Na segunda vez, foi forte. Tive uma série de fatores difíceis. Tive sangramento na parede do intestino, arritmia cardíaca… O pós-covid também é delicado. Você pode ter trombose, problemas de memória”, contou.

E ainda disse que além dos cuidados físicos, ele também faz um acompanhamento psicológico: “A pessoa pode ter a covid de forma leve, mas estar com danos psicológicos bem fortes. O mundo caiu para mim. Tinha medo constante no hospital. Ou estava sedado, ou estava rezando, ou estava pensando na minha família”. Szafir também afirmou que não gosta de ficar pra baixo e tenta se manter sempre positivo. “Quando acordo meio pra baixo, eu não me dou o direito de ficar deitado e levanto. Tenho assistência psicológica e psiquiátrica”, disse.