Mãe divide opiniões ao contar que amamenta filhos de 5 e 6 anos: “Só paro quando eles pedirem”

Sherryl Winne contou ao jornal The Daily Mail porque, aos 39 anos de idade, escolheu seguir amamentando as crianças

Resumo da Notícia

  • Uma mãe nos Estados Unidos gerou polêmica ao admitir que ainda amamenta os filhos de 5 e 6 anos
  • Sherryl Winne explicou o motivo da decisão para o portal Daily Mail
  • Confira as recomendações de especialistas e os cuidados necessários para o período da amamentação

Uma mãe está dividindo opiniões nas redes ao admitir que ainda amamenta os filhos de 5 e 6 anos de idade. Ao portal Daily Mail, Sherryl Winne explicou o motivo da decisão, mas garantiu que só pretende parar quando “os filhos pedirem”.

-Publicidade-

Sherryl é mãe de Riley, de 6 anos e de Mylo, de 5. Segundo ela, a decisão de seguir amamentando os filhos é uma forma de manter o laço de mãe e filhos e que, além disso, serve como consolo quando os meninos estão cansados ou doentes. A mãe também contou que é criticada pela família por criar os filhos desta maneira.

Um dos filhos de Sherryl afirmou que um dos filhos
Um dos filhos de Sherryl afirmou que um dos filhos (Foto: Reprodução/ Daily Mail)

“Penso em quando vou parar de amamentar o tempo todo, mas nunca pareceu certo encerrar isso desnecessariamente”, admitiu. Sherryl ainda contou que Riley não pretende interromper o hábito antes dos 10 anos de idade. “Respeito isso, pois acredito que a escolha não é só minha, tem que partir de ambos porque é algo que fazemos juntos”.

Sherryl considera o momento importante para a maternidade
Sherryl considera o momento importante para a maternidade (Foto: Reprodução/ Daily Mail)

A mãe contou que amamenta os filhos em locais públicos e até mesmo o parque do bairro foi cenário para o momento da família. Sobre isso, ainda afirma, “Eles querem ficar perto e no meu colo mesmo quando não estão mamando. Tive muita sorte, pois nunca recebi comentários negativos de desconhecidos, mas alguns familiares me pressionam para parar de amamentar e afirmam que alguns problemas de comportamento dos meninos são por causa da amamentação tardia. A meu ver, são coisas de crianças”.

O que dizem os especialistas?

A recomendação do Ministério da Saúde, assim como da Organização Mundial da Saúde, da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria, é de que a amamentação seja exclusiva até os 6 meses de vida e que o bebê seja amamentado até completar 2 anos, com alimentação complementar. “Após a introdução alimentar, que deve começar a partir dos 6 meses de idade, é interessante que o leite materno continue complementando a alimentação do seu filho até os dois anos de idade pelo menos”, explica Corintio Mariani Neto, ginecologista e obstetra, presidente da Comissão Nacional de Aleitamento Materno da Febrasgo e diretor técnico do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, pai de Adriana, Renata e Cassio e avô de Pedro Henrique, Alexandre e Felipe.

Os profissionais possuem recomendações sobre a amamentação
Os profissionais possuem recomendações sobre a amamentação (Foto: Getty Images)

Cada mãe vai fazer o desmame do seu próprio jeito. Porém, o mais importante é que ela queira parar de amamentar de verdade: “Não basta dizer que precisa parar. Porque ela não vai conseguir. A mãe transmite suas inseguranças para o bebê. É muito mais fácil quando ela tem certeza. Muitas crianças que mamam durante muito tempo, é porque a mãe não foi firme”, explica Betty Monteiro, mãe de Gabriela, Samuel, Tarsila e Francisco, psicóloga, pedagoga e escritora.

O  psicológico da mãe conta muito nessas horas. Isso vale também para a volta ao trabalho. Algumas mães costumam amamentar mesmo após o fim da licença-maternidade e não têm problema nenhum nisso.  “A importância da amamentação não é só nutritiva, é a questão emocional”, afirma Betty. Pensando nisso, só vale a pena continuar amamentando depois da volta ao trabalho se isso não for um bicho de sete cabeças. Se você amamenta sem gostar, sem poder ou quando está cansada, isso se torna um sacrifício. “Tem que ser uma hora sagrada, quando a mãe está relaxada, inteira para aquele bebê. Em circunstâncias em que ela está esgotada ou não está disposta, não faz bem para a criança”, diz Betty. Ou seja, você precisa conhecer os seus limites.