Menina com leucemia recebe medula do pai após doador 100% compatível testar positivo para covid-19

A criança não poderia esperar o tempo necessário para que o homem se recuperasse da doença. Assim, o procedimento foi realizado com a doação do pai, 50% compatível com a filha

Resumo da Notícia

  • Uma menina recebeu o transplante de medula do pai, 50% compatível, depois de doador 100% compatível ser infectado pelo coronavírus
  • A cirurgia aconteceu no dia 24 de dezembro
  • Para saber se o procedimento deu certo, é necessário esperar um tempo

Alice Lopes Rodrigues, de 7 anos, diagnosticada com leucemia, encontrou um doador 100% compatível para realizar um transplante de medula após um longo tempo de espera, por meio do registro nacional de doadores de medula, Redome.

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A mãe comentou sobre o processo e expectativas (Foto: reprodução/G1)

Porém, depois dessa confirmação, o doador de 24 foi diagnosticado com coronavírus e a criança não poderia esperar o tempo necessário (de 30 dias após a ausência dos últimos sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde) para fazer a cirurgia.

Com isso, o pai, Flávio Rodrigues, que possuía uma medula 50% compatível com a da filha, foi escolhido como novo doador. “Tinham que aproveitar que ela estava bem clinicamente. Não tinha como esperar muito tempo. Pelo que eu entendi, como ele teve Covid, por ser uma doença mais nova, eles não sabem quanto tempo isso fica no corpo e se estava afetando a medula, então eles optaram por não esperar essa pessoa”, informou a mãe, Jéssica Lopes Sartorelli, ao G1.

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A medula do pai “pegou”, mas para ter certeza se funcionou é preciso tempo (Foto: reprodução/G1)

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Processo e tratamento

Antes do transplante, os médicos do Hospital das Clínicas de Botucatu disseram a família ser fundamental realizar quimioterapia até o momento em que as células cancerígenas fossem zeradas.

Como os resultados não indicaram redução destas células, os pais procuraram atendimento em outro local, o Hospital de Amor, em Barretos, onde foi decidido realizar o transplante com a medula do pai.

A cirurgia aconteceu no dia 24 de dezembro. “Eles falaram que tem chance de dar certo, mas cai um pouco. Porém, eles estão tendo bons resultados com transplantes assim”, contou Jéssica. A recuperação não foi tão simples, Alice ficou debilitada e necessitou ser internada na UTI por dois dias por conta da presença de bactérias na corrente sanguínea.

Mas após a complicação, a menina recebeu alta e está se recuperando em casa. “Ela ainda tem que ir para o hospital duas vezes por dia para tomar alguns medicamentos na veia, mas não tem mais necessidade de ficar internada”, explicou.

Os exames após a cirurgia mostram que a medula do pai “pegou”, mas não é possível afirmar com certeza que deu certo: “Para saber se funcionou mesmo demora um tempinho. Falaram que é bem longo o processo pós-transplante. Daqui uns dois meses vamos saber se a doença foi embora, se deu o resultado esperado”.

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