Ministério Público pede prorrogação de prisão da madrasta que envenenou os enteados

O juiz do caso aceitou o pedido do Ministério Público e prorrogou a prisão temporária. A mulher é acusada de envenenar os 2 enteados, levando a morte de um deles

Resumo da Notícia

  • Jusitça do Rio da Janeiro pede para prorrogar prisão de madrasta que envenenou enteados
  • O Ministério Público citou a prova que Bruno foi envenenado por chumbinho
  • A irmã dele, Fernanda Cabral, não sobreviveu

A justiça do Rio de Janeiro prorrogou a prisão de Cíntia Mariano Cabral, a madrasta que é suspeita de envenenar os dois enteados, Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos – que não sobreviveu -, e o irmão dela, Bruno, de 16 anos, onde o material orgânico serviu para o IML analisar se a mulher envenenou eles ou não.

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O juíz do caso, Alexandre Abrahao Dias Teixeira, acatou o pedido do Ministério Público e prorrogou s prisão temporária da mulher por mais 39 dias. O Ministério citou a prova de que Bruno foi envenenado por chumbinho.

“O Ministério Público requer prorrogação da prisão temporária de Cintia Mariano Dias Cabral tendo como lastro a investigação da 33ª DP, a necessidade de se cumprir rapidamente as diligências remanescentes. A materialidade do tipo imputado à indiciada encontra-se evidente nas peças da presente investigação, notadamente no laudo de exame de material acostado ao index 56” disse o trecho do documento do juíz, segundo o G1.

Pai de jovens envenenados por madrasta alertou amigos sobre perigo da esposa
Pai de jovens envenenados por madrasta alertou amigos sobre perigo da esposa (Foto: Reprodução/O Globo)

Laudo pericial

Conforme informações do IML, é citado que o garoto foi envenenado por chumbinho. “O exame laboratorial, análise do lavado gástrico, realizado no laboratório do Instituto Médico Legal, revelou a presença de 04 grânulos esféricos diminutos, de coloração azul escura. Forma esta de apresentação de raticida amplamente e cladestinamente comercializado, conhecido como ‘chumbinho'”.

Também foi citado sobre a possível morte que Bruno poderia ter tido: “O quadro clínico e a apresentação dos grânulos revela quadro clássico de intoxicação por raticidas, carbamatos, aldicarb. Caso a vítima não tivesse sido submetida a tratamento imediato, como ocorreu, provavelmente teria evoluído para o óbito”.

Um lado preliminar divulgado do começo do mês já apontava esses “grânulos” dando indícios de envenenamento.

Entenda o caso

Uma mulher no Rio de Janeiro foi acusada de colocar veneno no feijão que dava para os enteados. A suspeita é de que ela sentia ciúmes da relação do marido com os filhos. A acusada foi presa, e os dois enteados tiveram sintomas graves por conta do ocorrido: o adolescente de 16 anos está internado, e a jovem de 22 anos não resistiu.

A madrasta foi identificada com Cíntia Mariano Dias Cabral, de 49 anos. Em depoimento, o adolescente envenenado contou que reclamou que o feijão estava amargo e com um gosto ‘estranho’, e não quis mais comer. Cíntia teria levado o prato para a cozinha e servido o jovem com mais comida.

O menino ainda comentou que viu sua madrasta o servindo com a luz apagada, e que chegou a enxergar e sinalizar pequenas pedras azuis no feijão. Cíntia alegou que aquele era um tempero diferente que estava usando no bacon.

A madrasta teria envenenado o feijão (Foto: Getty Images)

Uma hora após o almoço, já na casa da mãe, ele começou a passar mal e foi encaminhado ao hospital. Ele chegou no local com tontura, língua enrolada, babando e com coloração da pele branca. Os médicos precisaram realizar uma lavagem gástrica no garoto.

Em março deste ano, a irmã de 22 anos do adolescente chegou a dar entrada no hospital com os mesmos sintomas do irmão, mas não resistiu. Agora, a suspeita é de que a madrasta tenha envenenado também a enteada e, por isso, está sendo acusada de homicídio.