Pacientes tratados com cloroquina desabafam sobre efeitos colaterais: “Não é igual vitamina C”

A medicação está sendo testada como uma das possíveis curas do novo coronavírus. As pesquisas, no entanto, não estão completas e o remédio ainda não pode ser utilizado sem prescrição

Resumo da Notícia

  • Pacientes que fizeram o uso da cloroquina alertam sobre os efeitos colaterais
  • Pesquisadores estão relacionando o remédio a uma possível cura contra o coronavírus
  • Veja relatos
Coronavírus (Foto: Getty Images)

Um estudo recente relacionou a melhora dos casos do coronavírus ao uso da cloroquina. Depois dessa descoberta, diversas pessoas foram às farmárcias adquirir o remédio, causando até mesmo a falta do produto para aqueles que o utilizam para tratamentos de outras doenças. Alguns pacientes que utilizaram a medicação fizeram relatos contando como foi o tratamento e quais foram os efeitos colaterais. 

Dentre os problemas listados, os mais comuns foram náusea, vômitos, alteração na visão, taquicardia e problemas no rim. “Às vezes eu vejo embaçado, e na claridade os meus olhos não se dão, vejo as luzes estouradas. A taquicardia não é frequente, mas hoje mesmo eu senti. Aí me deito, e aos poucos vai passando”, contou a estudante Layane Pinheiro de 23 anos ao portal UOL. Ela usa a cloroquina para tratar o Lúpus há quase dois anos.

Os possíveis efeitos colaterais estão alertando os pesquisadores em relação ao uso da medicação para pacientes com coronavírus. De todos os efeitos, a náusea foi o mais comum entre os pacientes. A própria bula do remédio alerta que as dores abdominais e a náusea são efeitos colaterais “muito comuns”, enquanto diarreia e vômito são “comuns”.

Ainda na bula estão presentes algumas especificações como a de que os pacientes devem fazer exames oftalmológicos frequentes porque “alterações na retina (e distúrbios visuais) podem progredir mesmo após o término da terapia” com a droga. “Eu sempre tive [efeitos colaterais], desde que comecei a tomar. Quando o médico passa, já fala de tudo o que pode dar e faz os exames oftalmológicos”, disse Layane à UOL.

Diversos pacientes abandonaram a medicação devido aos efeitos colaterais. A atriz Flavia Moreira, de 45 anos, já utilizou a medicação para o tratamento de Lúpus e alertou na mesma reportagem sobre os cuidados ao tomá-la. “Não adianta tomar achando que é vitamina C, porque não é”, relatou.