Crianças com necessidades especiais ficam sem medicação e comida em aeroporto e pais cobram explicação de companhia

Um voo foi cancelado e 9 crianças que participaram de um acampamento ficaram desesperadas no aeroporto por 13 horas

(Foto: Reprodução / GettyImages)

Um grupo de pais de Oregon e Washington estão se recuperando depois que os filhos ficaram sem comida e remédio por conta de atraso de voo. Todas as crianças possuem um distúrbio genético chamado neurofibromatose, que desencadeia o crescimento de tumores no tecido nervoso. O caso aconteceu quando eles estavam a bordo de um voo da American Airliness quando ele atrasou durante uma parada em Charlotte. Os menores de idade estavam em um acampamento em Virgínia, EUA.

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De acordo com a KOIN 6 News, de Portland, um porta-voz da American Airliness, o atraso aconteceu por conta de problemas mecânicos no avião. As crianças foram inicialmente mantidas na aeronave enquanto outros passageiros foram liberados. Cinco horas depois, eles foram levados para um quarto de menores desacompanhados.

Kristie Hoyt, mãe de Hudson, de oito anos, afirmou que o filho ficou traumatizado com o atraso. “Ele me ligou enquanto eles estavam presos no asfalto, com medo de que ele nunca voltasse para casa, e que ele nunca mais me veria, implorando para que eu fosse à Carolina do Norte, buscá-lo e levá-lo para casa”, explicou ao KATU.

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A companhia aérea também supostamente nunca ligou para os pais para informá-los de que o voo estava atrasado ou para mantê-los informados sobre o bem-estar dos filhos. “O único contato que aconteceu foi eu telefonando para uma criança de 12 anos e levando a mão dela ao telefone para os comissários de bordo”, disse Kristie.

No site da Arliness eles afirmam que garantem que o filho seja embarcado na aeronave, apresentado ao comissário de bordo, acompanhado durante as conexões e liberado para a pessoa autorizada no destino.

Além da falta de comunicação e supervisão adequada da tripulação de voo, as crianças não tiveram acesso aos medicamentos necessários. De acordo com Hoyt e outros pais, muitas crianças colocaram as medicações nas bagagens de mão, mas algumas foram solicitadas a fazer o check-in. Uma das crianças no avião, Kelley Phillips, disse que o grupo tinha acesso limitado a um banheiro e nunca recebia uma refeição, apenas bolachas e refrigerante. “Não é bom, porque precisamos de comida de verdade”, afirmou o menino.

Phillips ilustrou ainda mais a cena perturbadora que o grupo de campistas enfrentou: “Uma das crianças mais velhas, ele tem problemas, é duro para ele lidar com muito estresse. Ele pode acabar tendo uma convulsão se ficar sobrecarregado. Sua medicação para apreensão estava em um dos estoques que tínhamos que colocar debaixo do avião, então tentamos mantê-lo calmo”, explicou.

Enquanto isso, o diretor do acampamento e um membro fundador da Fundação Dino Doozer [que ajuda a financiar o acampamento] estavam em contato com a companhia aérea para ajudar a levar as crianças para casa em segurança, segundo Hoyt.

Felizmente, as crianças estão de volta com suas famílias nas próprias residências, mas os pais agora estão explorando suas opções legais e querem mais garantias de que isso não acontecerá novamente.

“A equipe da American Airlines admitiu que não conhecia a política da empresa para menores desacompanhados”, compartilhou Hoyt. “O único contato da corporação admitiu que foi culpa deles não saber ou seguir sua política. Eles alegaram que não houve discriminação alguma, e nem sequer perceberam que as crianças têm necessidades especiais”, finalizou.

Hoyt observou que, até agora, a American Airlines só alcançou algumas mães depois que a KATU e a KGW News entraram em contato com elas para uma declaração. “Pedimos a eles que não entrem em contato conosco individualmente e trabalhem juntos para responder com uma declaração coletiva. Eles não se desculparam oficialmente a nenhuma das crianças ou pais”, explicou.

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