Professora desenvolve projeto para ajudar a alimentar família dos alunos da rede pública

A professora Sol Horti criou o projeto “De Ponta a Ponta” com o objetivo de arrecadar doações que garantissem uma alimentação digna às famílias dos alunos

Resumo da Notícia

  • Uma professora da rede estadual de ensino de São Paulo criou um projeto para ajudar os alunos e familiares deles
  • As crianças enfrentavam problemas financeiros por conta da pandemia
  • Com isso, muitos não tinham dinheiro suficiente para comprar comida

A professora da rede estatual de ensino da cidade de São Paulo, Sol Horti, decidiu criar em maio de 2020 um projeto para garantir a alimentação dos alunos e das famílias deles que se encontravam com dificuldade para comprar comida.

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Na Escola Estadual Professor José Monteiro Boanova, localizada no bairro da Lapa, zona Oeste de São Paulo, Sol Horti percebeu no começo da pandemia que o dinheiro que antes já não chegava para a internet também não era suficiente para comprar comida.

Indignada com a situação, a professora decidiu tomar uma atitude para garantir a subsistência tanto dos estudantes, como de suas famílias e dos pequenos produtores que estavam com dificuldade em vender os alimentos durante a crise econômica do país.

Projeto De Ponta A Ponta ajudando famílias a se alimentarem na pandemia
Projeto De Ponta A Ponta ajudando famílias a se alimentarem na pandemia (Foto: Reprodução UOL)

“Encaminhei uma mensagem para meus contatos pedindo informações sobre pequenos produtores que estavam com dificuldade para vender seus alimentos. A mensagem rodou muito rápido e comecei a ter respostas. Em maio de 2020, a ONG Instituto Kairós aceitou administrar a parte financeira e contábil do projeto, dando segurança para o início das atividades,” contou a professora sobre o início doprojeto De Ponta a Ponta.

A organização compra alimentos de pequenos produtores e cooperativas que se encontram em situação delicada devido ao impacto econômico e social da pandemia. “Damos preferência a produtos orgânicos. Eles são mais fáceis de comprar e garantem diversidade de nutrientes. Mas quando não é possível, compramos o alimento disponível, pois o importante é garantir a entrega das cestas”, afirmou Sol Horti em entrevista exclusiva para a UOL.

Em 2020, o projeto da professora entregou 70 cestas por semana e mais de 4,6 mil pessoas foram beneficiadas. Já em 2021, as entregas ocorrem a cada quinze dias e, até o momento, 1.555 cestas foram entregues, ajudando 6.220 famílias em situação de fome.