Professora se veste de carteira para surpreender alunos: “Não aguentava mais a saudade”

Joana de Oliveira Rocha, de 52 anos, afirmou que foi o momento mais emocionante da vida dela

Resumo da Notícia

  • Com a quarentena e as aulas somente pelo meio digital, a professora de Goiás, Joana de Oliveira Rocha, de 52 anos, não estava mais aguentando a saudade dos alunos
  • Sendo assim ela decidiu ensinar as crianças sobre os diferentes gêneros textuais de uma maneira diferente e fez uma surpresa mais do que especial
  • Joana disse que foi o momento mais emocionante da própria vida

Com a quarentena e as aulas somente pelo meio digital, a professora de Goiás, Joana de Oliveira Rocha, de 52 anos, não estava mais aguentando a saudade dos alunos e, segundo o G1, decidiu ensinar as crianças sobre os diferentes gêneros textuais de uma maneira diferente.

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Tia Joana, como é conhecida pelos estudantes, se vestiu de carteira e entregou cartas carinhosas para os 52 alunos de Goianésia, que ela ensina. “Estava trabalhando nas aulas on-line os gêneros textuais, entre eles, a carta. Expliquei que hoje em dia ela quase não é usada, que as pessoas preferem a tecnologia. Foi aí que surgiu a ideia de entregar as cartinhas a eles. Eu não estava aguentando mais de saudade”, contou a professora.

Ela contou que passou quase 2 meses ensinando o conteúdo aos alunos do Jardim 1 e do 1º ano do Ensino fundamental da Escola Luiz Cesar de Siqueira Melo da Fundação Jalles Machado. Joana ainda comentou que sempre buscou, mesmo nos tempos de pandemia, trabalhar com o lúdico e questionar os alunos o que eles fariam caso recebessem uma carta.

Ela não aguentava mais a saudade dos alunos (Foto: Reprodução/ G1)

No entanto, as crianças nem imaginavam a surpresa que a Tia Joana estava preparando. Ela contou que escreveu as cartas e conseguiu emprestado o uniforme com um amigo que trabalha nos Correios da cidade. A professora ainda disse que o encontro foi o momento mais emocionante da vida dela e que se surpreendeu com a reação dos alunos.

“Tinha criança que chorava de emoção quando eu chegava com as cartas porque não podia abraçar. A gente seguiu todos os protocolos. Foi muito forte. Era muita saudade. Foi um momento marcado na minha história. Inexplicável”, concluiu ela.