Thelma Assis se posiciona à respeito do crime cometido por anestesista: “Não é convencional sedar gestante”

Thelma Assis, campeã do “BBB 21”, que atua como médica anestesista, participou do Encontro na TV Globo, e comentou sobre o crime de estupro cometido por Giovanni Quintella, do ponto de vista técnico e ético

Resumo da Notícia

  • Thelma Assis é médica anestesista
  • Ela se posicionou sobre o crime cometido por Giovanni Quintella
  • Do ponto de vista técnico, Thelma Assis explica que a quantidade de sedativo dado por Giovanni Quintella não é comum, nem saudável para a paciente e o bebê

Nessa terça-feira do dia 12 de julho, Thelma Assis participou do Encontro e se posicionou sobre os crimes cometidos pelo anestesista Giovanni Quintella, que foi preso em flagrante no dia 11 de julho por abusar sexualmente de uma paciente grávida durante o momento do parto. Thelma Assis também é médica, e atua como anestesista, e falou sobre o ponto de vista técnico e ético diante do caso.

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Thelma Assis comenta sobre o crime cometido por Giovanni Quintella
Thelma Assis comenta sobre o crime cometido por Giovanni Quintella (Foto: Reprodução/G1)

A médica explicou que o sedativo em excesso, que era administrado por Giovanni Quintella para manter as vítimas desacordadas, traz malefícios para a saúde da mãe e do bebê. “Ele estava expondo a paciente ao risco, se ele a sedou sem indicação. A gestante amamenta o bebê logo após o parto, e o sedativo pode interferir na amamentação. Tudo está errado nessa história. Além de todo o crime horrendo, nós temos uma imprudência”, comentou.

Thelma Assis explicou como funciona o processo anestésico no caso de gestantes: “Ela toma um bloqueio espinhal, que vai proporcionar que a paciente não sinta dor e não se movimente do abdômen para baixo. Num geral é dessa forma, salvo algumas exceções que exigem anestesia geral ou sedação com indicação precisa. Não é convencional sedar gestante. Além de mantê-la acordada para ter todo aquele momento sublime, especial de recepcionar o bebê, também tem um motivo técnico”.

Ainda, ela garantiu qual é a perspectiva que possui diante do cenário: “Esse criminoso não é médico. Ser médico é muito mais do que você ser detentor de um conhecimento. Ser médico é você ser empático, é você se colocar no lugar do outro, é ter sensibilidade, solidariedade. Ele é portador de um CRM, que eu espero que ele perca o quanto antes, e isso é um consenso entre todos os colegas”.