Variante ômicron: Família que está na África do Sul não sabem quando poderão retornar ao Brasil

Eles estão sem ver a família no Brasil há mais de 2 anos, devido a pandemia da Covid-19

Resumo da Notícia

  • Família que mora na África do Sul vive incertezas de retornar ao Brasil
  • Eles estão há mais de 2 anos sem ver a família, devido a pandemia da Covid-19
  • Saiba mais sobre a variante da Covid-19, a ômicron

Uma família, natural do Espírito Santo, mora na África do Sul há pouco mais de 4 anos. No entanto, estão há mais de 2 anos sem ver a família do Brasil devido a pandemia da Covid-19.

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Após a liberação da entrada e saída de imigrantes no país, eles estão com passagens compradas para retornar ao país natal na próxima sexta-feira, 3 de dezembro. No entanto, vivem a incerteza se poderão ou não retornar devido ao aparecimento da variante do vírus, Ômicron

Família que vive na África do Sul não sabe se poderão voltar para o Brasil
Família que vive na África do Sul não sabe se poderão voltar para o Brasil (Foto: Reprodução / A Gazeta)

A família vive na capital do país, Joanesburgo, após José Anilton ser transferido pela empresa que trabalha. Ele é casado com Danielly Magioni e pai de Valentina e Antonio.

“Nosso voo está previsto para sexta-feira, dia 3. Ainda está confirmado porque compramos Ethiopian Airlines, já que desde o início da pandemia não temos mais voos diretos para o Brasil. Essa é a única companhia que ainda não cancelou os voos. Todas as outras já emitiram comunicados e fecharam seus países para a África do Sul, como Qatar e Emirados Árabes”, contou a mãe, Danielly.

Nova variante ômicron

Na sexta-feira, dia 26 de novembro, a OMS (Organização Mundial de Saúde) anunciou detalhes sobre a nova cepa do SARS-CoV-2, que batizou de ômicron, descoberta originalmente na África do Sul há cerca de duas semanas. Recentemente, essa nova variante se tornou motivo cada vez maior de preocupação por parte dos cientistas.

De acordo com eles, a ômicron surpreendeu os pesquisadores devido à quantidade de mutações que essa cepa apresenta, oito vezes maior do que as demais outras já identificadas e classificadas.

A explicação dos cientistas para o número inédito é a de que, pelo fato de apenas 7% dos habitantes do continente africano estarem totalmente vacinados, a disseminação e surgimento do vírus são facilitadas. “Surgem mutações nos vírus o tempo inteiro. As variantes que conseguem se disseminar são aquelas que tem uma capacidade maior de replicação e tem uma vantagem adaptativa. Os locais com baixos níveis de vacinação são locais mais propícios para o surgimento de novas variantes.”, afirma o infectologista Dr. Gerson Salvador, pai de Laura, Lucas e Luís.

Essa nova variante, com cerca de 50 mutações, tem maior capacidade de infecção e também de contaminação. Sobre o uso da vacina contra a ômicron, o infectologista disse: “Não temos dados, não temos como afirmar absolutamente nada sobre a eficácia dessa vacina contra essa variante nova”.

Setembro ficou em quinto lugar com o número de óbitos
A nova variante sul-africana foi classificada como “preocupante” pela OMS  (Foto: Unsplash)

Ainda não se sabe ao certo a proporção que a ômicron pode tomar, mas o avanço da vacinação entre vários países pelo mundo já traz grande alívio. “Ter as pessoas imunizadas não garante que o vírus não circule, mas diminui muito o risco de casos graves e mortes”, comenta o Dr. Gerson.

Segundo a OMS, a nova cepa descoberta na África do Sul já está circulando em alguns países do mundo. O Brasil ainda não identificou nenhum caso da “variante preocupante”, entretanto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou que as autoridades adotem restrições de voos a seis países africanos, sendo eles a África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue.

“A ômicron tem um conjunto de mutações em número inédito na proteína Spike: são 32 alterações entre mutações e deleções, sendo dez na região RBD [principal sítio de ligação às células e um dos principais alvos de anticorpos]. Nas demais variantes de preocupação, esse número de mutações [na Spike] fica entre três e quatro”, explica a OMS.