Grávida espera 5 dias por vaga em maternidade e bebê nasce sem vida: “Foram negligentes”

Maria José do Sacramento Barros Freire, de 40 anos, ficou na enfermaria do hospital até conseguir realizar a cesárea

Resumo da Notícia

  • Maria José do Sacramento Barros Freire, de 40 anos, perdeu o bebê enquanto esperava por uma vaga na maternidade local
  • A gestante teria ficado 5 dias aguardando a internação, e quando finalmente foi atendida, a criança já estava morta
  • A filha, que iria se chamar Mirian, foi enterrada no mesmo dia e sepultada no Cemitério Municipal de Bertioga

Uma família de Bertioga, litoral de São Paulo, alega que a doméstica Maria José do Sacramento Barros Freire, de 40 anos, perdeu o bebê enquanto esperava por uma vaga na maternidade local. A gestante teria ficado 5 dias aguardando a internação, e quando finalmente foi atendida, a criança já estava morta.

-Publicidade-
A mãe esperou 5 dias pela vaga (Foto: Reprodução / G1)

Em entrevista ao G1, pai da bebê, Moizes Braz Freire, de 50 anos, culpa o hospital pela perda. “Foram negligentes, estamos muito abatidos”, desabafa. O ajudante conta que no último dia 10 de dezembro a bolsa da esposa de rompeu e eles foram para o hospital realizar o parto. Chegando lá, o casal foi informado de que não havia vaga e eles teriam que esperar.

Grávida de 32 semanas, Maria José ficou na enfermaria por cinco dias esperando pela oportunidade. Nesse tempo, a família temeu que a criança não resistisse. Na manhã da última terça-feira, 15 de dezembro, a doméstica foi encaminhada para a sala de cirurgia e os médicos realizaram a cesárea. No entanto, a bebê já estava sem vida.

A mãe esperou 5 dias pela vaga (Foto: Reprodução / G1)

“Minha mulher ficou toda inchada, sofreu muito. O neném parou dentro da barriga, ela só sentiu dor”, lamenta Moizes. O homem explica que vai esperar a esposa sair do hospital para registrar um boletim de ocorrência. A filha, que iria se chamar Mirian, foi enterrada no mesmo dia e sepultada no Cemitério Municipal de Bertioga.

“Minha esposa está muito abatida, estava tudo pronto para ela, tudo novinho. O que aconteceu comigo pode acontecer com outras famílias, então, decidi contar. A gente quer justiça”, conclui.