Gravidez

Trombofilia na gravidez: saiba porque o risco aumenta e como se prevenir

A condição pode trazer muitas complicações tanto para a mãe quanto para o bebê

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Getty Images)

As gestantes são até cinco vezes mais propensas a sofrer com a trombofilia (Foto: Getty Images)

Você descobriu que está grávida, contou para a família toda, pensou no enxoval e na lista de exames para checar sua saúde e a do bebê. Mas se durante esse caminho, ficou faltando o exame de prevenção à trombofilia, volte uma casa.

Isso porque, segundo o Ministério da Saúde, as gestantes são até cinco vezes mais propensas a sofrer com a condição, que pode trazer diversas complicações tanto para a mãe quanto para o bebê durante a gravidez: pré-eclâmpsia, inchaço e alterações na pele, desprendimento da placenta, restrição no crescimento do feto, aborto e parto prematuro.

De acordo com Alberto Guimarães, mestre em ginecologia e obstetrícia pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a gravidez não é um fator de risco para a doença, e sim para o aumento de coágulos no corpo da gestante. Mas o curioso é que isso acontece justamente para proteger a mulher — a coagulação sanguínea impede que, depois do parto, por exemplo, aconteça uma hemorragia intensa.

O que é trombofilia?

A coagulação do sangue é um processo normal do organismo, em que as cicatrizes se fecham e os coágulos são absorvidos naturalmente. E a trombofilia consiste em um desequilíbrio nesse processo de coagulação do sangue — no qual acontece uma maior formação de coágulos, também chamados cientificamente de