Notícias

Mãe é acusada de matar filha e simular que menina teria cometido suicídio

O caso aconteceu na Praia Grande

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

A mãe da menina já tinha perdido a gurda da filha (Foto: Getty Images)

Em pleno setembro amarelo, mês de conscientização sobre saúde mental e de valorização da vida, uma mãe está sendo acusada de simular o suicídio da filha. Os policias suspeitam que ela tenha agredido a filha até a morte e depois forjado um suicídio na tentativa de se livrar do crime.

A polícia começou a desconfiar da mulher porque a menina e a irmã mais nova já haviam sido retiradas da casa da mãe depois de uma denúncia de agressão. As duas garotas foram levadas a um abrigo, mas o irmão mais velho teria resgatado as duas e as levado de colta para a casa da agressora.

Segundo o UOL, os nomes da vítima e da suspeita não foram revelados para que a investigação não seja prejudicada. Ainda com informações do portal, a menina de apenas 15 anos faleceu no último dia 4 de setembro. Eles também conversaram com o investigador do caso.

Sérgio Nassur revelou que a polícia possui uma série de imagens, um vídeo onde a mãe aparece batendo na filha, no dia da morte. Tudo isso teria sido registrado pela menina de 9 anos. O Ministério Público ainda vai precisar ouvir os vizinhos, o conselho tutelar e os irmãos da menina.

E por conta disso tudo, o inquérito não tem prazo para ser encerrado. “Elas não deveriam ter saído do abrigo para serem devolvidas à casa de onde haviam sido retiradas por conta de situação idêntica. Precisamos apurar se o desabrigamento não teria seguido formalidades”, completa Sérgio.

O começo de tudo

A ida para o abrigo aconteceu no dia 3 de setembro, apenas um dia antes da morte da menina. A conselheira tutelar Sueli Agrela contou que não era para as meninas retornarem para a casa da mãe e que o irmão delas disse que levaria as duas para a casa de uma parente em São Paulos.

A família vive no município de Praia Grande e a prefeitura do local emitiu uma nota sobre o acontecido. “Todos os procedimentos padrões de atendimento foram realizados de acordo com o que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente. O irmão foi identificado como figura protetiva familiar e assinou um termo de responsabilidade para que a jovem fosse liberada”

Fique por dentro do conteúdo do Youtube da Pais&Filhos:

Leia também: 

Dia Mundial da Prevenção do Suicídio: é preciso falar sobre o assunto e proteger seu filho

Padrasto bate em enteado de 10 anos e é indiciado por maus tratos

Mãe arremessa recém-nascida pela janela e o motivo é revoltante