Pai solteiro adota 5 irmãos de abrigo para que eles não se separassem

Uanderson Barreto conta que adotar os meninos foi a melhor decisão de sua vida

(Foto: Arquivo pessoal)
(Foto: Arquivo pessoal)

Em comemoração ao Dia dos Pais, fomos atrás de histórias inspiradoras de famílias por meio do projeto Lá em Casa é Assim”, parceria da Pais&Filhos com a Natura Mamãe e Bebê. E o enfermeiro Uanderson Barreto, de 38 anos, sabe muito bem da importância de ser um bom pai. Ele tem cinco filhos que chegaram em sua vida através da adoção tardia.

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Uanderson mora em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, e iniciou o processo de adoção dos meninos há cinco anos – um núcleo de três irmãos biológicos e outro de dois irmãos biológicos. Além de ser pai solteiro, ele foi totalmente na contramão das famílias que procuram a adoção ao acolher meninos maiores de 9 anos, irmãos, pardos e negros — ou seja, grande parte das características que um pretendente a adoção não quer, segundo o Cadastro Nacional de Adoção. “O perfil do brasileiro costuma ser menina branca de 0 a 6 meses, então não tive dificuldades em adotar meus filhos, pois eles tinham uma faixa de 9 a 14 anos quando foram adotados”, diz Uanderson.

Uanderson visitou o abrigo onde trabalhava e conheceu João, um menino de 9 anos. Logo em seguida, ele começou as visitas direcionadas e procurou a vara da infância para se habilitar para adoção. Mas, além de João, outros sete irmãos aguardavam em abrigos uma oportunidade de encontrar um lar. E Uanderson teve a ideia de adotar mais dois dos irmãos, Daniel e Alexandre. Os outros dois irmãos Leandro e Joana, com 9 anos, foram adotados pela sua prima, Joana Barbosa, que também quis fazer parte desta família. Segundo Uanderson, os irmãos estavam em abrigos por negligência dos pais biológicos.

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(Foto: Arquivo pessoal)
(Foto: Arquivo pessoal)

Em 2013, ele recebeu uma ligação de uma outra instituição onde morava um irmão mais velho dos meninos. Ao chegar lá, Uanderson se deparou com o reencontro dos irmãos e decidiu que precisava adotar seu terceiro filho. E no Natal seguinte, Pedro e Leonardo (os irmãos que faltavam) começaram a ser acolhidos. “Hoje, temos uma vida de muito amor e união”, conta o pai.

Uanderson sustenta a família toda sozinho e tem a ajuda de sua mãe nos afazeres da casa. Mas os garotos também participam e ajudam em tudo. “Minha rotina de vida mudou completamente. Hoje eu possi voltar para a casa e saber que tenho alguém me esperando. Filhos que me motivam a trabalhar e a conquistar cada vez mais”, explica Uanderson.

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