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Mãe é mantida em cárcere privado e tem a filha repassada em adoção ilegal

A polícia informou que a criança seria repassada para uma terceira pessoa

Cinthia Jardim

Cinthia Jardim ,filha de Luzinete e Marco

A polícia chegou ao local por uma denúncia de cárcere privado (Foto: reprodução / Getty Images)

Na tarde de ontem, 16 de setembro, três pessoas foram presas após um processo de adoção ilegal e criminosa, envolvendo uma mãe de 25 anos e um bebê recém-nascido de apenas 15 dias de idade, na Zona Sul de Porto Alegre. A Polícia Militar chegou ao local após receber uma denúncia de que a mãe estaria sendo mantida em cárcere privado. Os suspeitos irão passar por uma audiência nesta terça feira, 17 de setembro.

“Num primeiro momento, a Polícia Militar recebeu a denúncia de cárcere privado. Ao chegar ao local, recebi a informação que havia uma criança que teria sido levada por um casal. A dona da casa, onde a mulher estava, confirmou e ao chegar no local, a recém-nascida se encontrava lá”, contou a delegada titular na Central de Flagrantes de Gênero, Lucivânia Vidal, em entrevista ao Notícia da Manhã. A mãe da criança disse que estava sendo mantida na residência contra a sua vontade.

De acordo com a Polícia Militar, a mulher de 25 anos afirmou que a dona da casa havia roubado a criança e registrado a recém-nascida com o nome da mãe alterado, para ser doada à uma terceira pessoa. Após serem direcionados para uma casa no bairro de Santa Luzia, os policiais constataram que a bebê estava na residência. A delegada informou que um inquérito já foi aberto.

A audiência acontecerá na tarde de hoje, 17 de setembro (Foto: reprodução / Getty Images)

O casal, a proprietária da casa e a mãe, junto ao bebê, foram levados à Central de Flagrantes para prestarem depoimentos: “O casal apresentou uma documentação com indícios de fraude, pois no prontuário, a declaração de nascimento da Maternidade Promorar, tem o nome da mulher que estava com a criança, mas pelo depoimento da mãe, o documento em que foi dado entrada no processo de adoção, havia sido falsificado”, explicou Lucivânia.

“Houve um ilícito e já iniciamos o procedimento, inclusive acionando o Conselho Tutelar, que está acompanhando tudo. O flagrante foi feito e agora vamos encaminhar todo o processo ao juiz que vai decidir na audiência de custódia se o casal e a dona da casa onde a mãe da criança estava continuarão presos, ou se vão responder em liberdade”, concluiu a delegada ao Portal do Dia.

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