Gravidez

Cientistas defendem que comer carboidratos e fibras durante a gravidez pode evitar pré-eclâmpsia

A pesquisa foi feita pela Universidade de Sidney, na Austrália

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

O estudo descobriu que os alimentos tem relação com a pré – eclâmpsia (Foto: Reprodução / GettyImages)

Uma nova pesquisa mostrou que comer carboidratos e fibras vegetais durante a gravidez é superimportante para manter a sua saúde e a do seu filho. Isso porque as mulheres que não têm altos níveis de acetato – substância produzida pela fermentação de fibra no intestino – correm mais riscos de terem pré-eclâmpsia.

Cientistas do Centro Charles Perkins da Universidade de Sidney, na Austrália, colaboraram para investigar o papel das bactérias intestinais durante a gestação e tudo tem a ver com manter o intestino feliz, por isso os pesquisadores sugerem que as futuras mamães comam uma quantidade maior de comidas naturais.

O estudo explica também que a pré-eclâmpsia pode interferir no desenvolvimento imunológico do bebê no útero, com evidências sugerindo que ele pode aumentar o risco de ter alergias e doenças auto-imunes com o passar do tempo. Além de afetar o desenvolvimento de um órgão interno do feto chamado timo, que fica em cima do coração. A pré-eclâmpsia ocorre em até 10% das gestações e pode ser grave em alguns dos casos, causando pressão alta, proteína na urina e inchaço grave na mãe.

Você sabia? Inverno aumenta o risco de pré-eclâmpsia

Grávidas, atenção com o inverno! Na estação, podem crescer as chances de pré-eclâmpsia, doença que eleva a pressão na gestação e pode trazer danos à mãe e ao bebê. O obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, Mário Macoto, alerta que, por se tratar de uma complicação séria, é preciso ficar atenta, sobretudo em épocas mais frias.

“O inverno facilita a redução do diâmetro dos vasos sanguíneos e o aumento da pressão arterial, então o pré-natal deve ser conduzido com dedicação”, diz. De acordo com ele, a pré-eclâmpsia não controlada pode levar a alteração no fluxo de sangue para o útero e a placenta.

“Isso pode reduzir o crescimento do feto, além de seu bem estar, subindo as chances de antecipação do parto.” Na gestante, pode levar à convulsão, insuficiência respiratória, renal, hepática e, nos casos graves, à morte.

Por isso é importante fazer o pré-natal desde o início da gestação para identificar as mudanças que ocorrem com a mãe e o bebê.

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