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Seu filho tem medo de agulha? Sabia que seu comportamento é capaz de influenciá-lo?

Estudo mostra ligação entre atitude dos pais e sentimento das crianças

Redação Pais&Filhos

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vacina

É sempre um chororô! Muitas crianças quando precisam tomar vacina, tirar sangue ou fazer qualquer procedimento médico no qual o uso de agulha é necessário derramam litros de lágrimas. E, você, fica morrendo de dó, não é mesmo? Mas temos uma notícia: o medo que seu filho tem de agulha está relacionado ao seu comportamento. Isso mesmo! Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Geórgia, nos Estados Unidos, mostrou que 80% das crianças que têm medo de agulha, têm pais com medo de agulha.

Outro estudo, feito Universidade de York, no Canadá, foi além. Ele apontou uma ligação entre esse sentimento das crianças com a atitude que os pais toma na hora de levar os filhos para tomar as vacinas necessárias. A pesquisa, denominada “Previsão de dificuldade antecipatória relacionada à dor pré-escolar: a contribuição relativa de fatores longitudinais e concorrentes”, foi realizada com famílias da região da Grande Toronto. O primeiro passo do estudo foi acompanhar a imunização de 760 crianças nos primeiros dozes meses de vida. Após essa peneira, foram selecionados 202 pais e 130 crianças, que, agora, estão com idade entre quatro e cinco anos.

A conclusão do levantamento foi: “comportamentos dos pais desde a infância e pré-escola foram os mais fortes preditores de sofrimento antecipatório da criança. Isso sugere fortemente que o envolvimento dos pais em intervenções de controle da dor durante a imunização é um dos fatores mais críticos na previsão de sofrimento antecipatório para a vacinação pré-escolar”.
Por isso, se você é do tipo de mãe que sofre mais do que seu filho é melhor rever seus conceitos. Sim, vai doer. Mas há vacinas que precisam ser tomadas e ponto!

Dá para diminuir a dor?
Dá. A pediatra Amanda Fernandes, responsável técnica da clínica Viacivita, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e mãe de Catarina explica que o uso de compressas mornas, bem como a possibilidade do uso de analgésicos para algumas vacinas, desde que com orientação médica, pode ajudar a diminuir qualquer desconforto.
Mas sabia que existe um aparelho capaz de enganar os receptores de dor na pele da criança. Batizado de Buzzy, o mecanismo tem formato de bichinho e mistura dois componentes: vibração e bolsa de gel. O movimento vibratório faz com que a criança não sinta o momento da picada, enquanto a bolsa de gel age como um anestésico. “Ela sente o incômodo da vacina, mas a sensação de dor é visivelmente diminuída”, explica a médica.

Medo atrapalha vacinação
Sabia que o medo de agulhas está influenciando a decisão dos pais em não vacinar os filhos. É inacreditável, mas está acontecendo. A pediatra Amanda Fernandes também considera que o medo de agulha seja um fator importante na iniciativa dos pais de não vacinarem os filhos. Além disso, diz ela, entre as crianças que são vacinadas, muitas vezes, o medo dos pais passa para os filhos, tornando o momento mais aterrorizador.

Consequências da não vacinação
Além do medo de agulha, o medo das reações adversas, bem como a crença de que vacinas causam doenças, como propagado por alguns grupos antivacinas, também explicam a decisão de alguns pais de não vacinarem os filhos.
“Hoje, não vemos algumas doenças, como sarampo e difteria, por conta do sucesso da vacinação. Não vacinar os filhos coloca a própria criança em risco, bem como toda a sociedade, na medida que possibilita o ressurgimento de doenças que estavam erradicadas. Além disso, pessoas que por algum motivo não podem ser vacinadas, como as que possuem alergia a algum componente de alguma vacina, ficam em risco, quando muitos não se vacinam”, alerta Amanda.

Por Gladys Magalhães

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