Exorcismo na vida real! Menina acorda “possuída” depois de cirurgia nas amígdalas e médicos explicam

Depois de muitos surtos, a mãe de Amélia Ashcroft decidiu perguntar no Facebook o que a filha poderia ter

Resumo da Notícia

  • A menina apresentava surtos psicóticos frequentemente
  • Os médicos descobriram que isso se dava por conta de uma reação a infecções
  • Decidiram então tirar as amigdalas da criança para resolver o problema

Após acordar de uma simples cirurgia para retirar as amigdalas, Amélia Ashcroft, de apenas 8 anos, parecia estar possuída e começou a apresentar um comportamento muito estranho. Segundo a mãe dela, Nikki Ashcroft, gritaria, violência e gargalhadas histéricas faziam parte do cotidiano da filha e que decidiu buscar ajuda depois de perceber esse “comportamento possuído”.

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Foi em um corredor de supermercado que o primeiro surto aconteceu e no último surto, Amélia ficou tendo o comportamento estranho por cerca de 80 dias seguidos. A menina estava tendo uma aula de ginástica com a mãe, quando de repente se sentou em uma cadeira agitando os braços, rindo de forma histérica. “Tentei falar com ela, mas parecia estar em transe. O comportamento repetiu-se quando fomos jantar a um restaurante. Estava tão chocada”, contou a mãe ao jornal The Sun.

Assustada com a situação, Nikki decidiu postar o vídeo do surto da filha no Facebook, em um fórum de deficiência. Foi quando uma mulher, membra do grupo, respondeu dizendo sobre a possibilidade da criança ofrer de PANDAs, também conhecida como a Síndrome do Exorcismo. Doença rara, causada por uma infecção grave no cérebro. A doença provoca tiques, mudanças de personalidade, ansiedade e transtorno compulsivo-obsessivo (TOC).

Nikki Ashcroft com o filho mais velho Brooke, de 14 anos e Amélia de 12 (Foto: Reprodução / Wigan Today)

Então os médicos decidiram retirar as amigdalas da criança, para diminuir as infecções que desencadeiam os surtos. Mas mesmo depois da cirurgia, a menina continuou desenvolvendo quadros infecciosos que resultaram em novos tiques, como lamber os lábios compulsivamente até retirar toda a pele.

O número grande de surtos fez com que a família internasse a menina, e eles se encontram em uma situação de total desespero, sem saber como ajudá-la. “Quando tudo acalma é ótimo porque tenho a minha filha de volta. Mas sei que a qualquer momento ela pode desaparecer e agir como se estivesse possuída”, lamenta Nikki.

Luz no fim do túnel

Hoje, 5 anos depois do diagnóstico, já faz 1 ano que Amélia não tem nenhum tipo de surto. Tudo isso graças a novos antibióticos que os médicos prescreveram à ela, e os remédios funcionaram de acordo e conseguiram diminuir as infecções que causavam o problema.