Menina abre coração após ver irmão caçula sofrer bullying por gostar de costura

A menina compartilhou a história nas redes sociais e recebeu muito apoio das pessoas. Ela enfatizou: “Brinquedo não tem gênero”

Resumo da Notícia

  • Uma menina espanhola desabafou no Twitter após o irmão ser vítima de bullying
  • Ela explicou que isso acontecia por ele gostar de costurar
  • A história viralizou

Fran tem apenas oito anos de idade e a irmã, Araceli Sierra, jornalista resolveu usar o Twitter para desabafar e contar a história dele, depois do menino sofrer bullying por escolher um hobby considerado “feminino”.

-Publicidade-
A irmã mandou um recado de apoio ao caçula (Foto: reprodução/Twitter)

“Apresento-vos o Fran, o meu irmão de oito anos. Apesar da sua curta idade, sabe muito bem do que gosta: a costura e o desenho”, iniciou a irmã. Ela explicou que desde novo ele gosta de fazer conjuntos de roupas para bonecas.

“Na sua cabeça, estava a ideia de como queria vestir as Barbie e executava nelas”, indicou junto de algumas fotos mostrando roupas que o caçula já produziu. De acordo com a menina, a família sempre apoiou a vontade do menino.

-Publicidade-

Ele chegou a fazer um curso de costura nas férias de verão e o resultado surpreendeu tanto que foi compartilhado. Após isso, ela abriu o coração: “Infelizmente, vivemos numa sociedade que impõe aos rapazes jogar à bola e às meninas brincar com bonecas. O Fran não gosta de jogar à bola e nunca o obrigámos. Para nós é mais importante a sua felicidade que qualquer outra coisa”.

Mas aos seis anos de idade, o menino sofreu bullying na sala de aula. “Ele não nos contou nada, talvez por medo, mas chegaram até nós rumores de tudo o que ele podia estar passando”, por isso a mãe da criança resolveu agir.

De acordo com a menina, Fran sempre gostou de costurar (Foto: reprodução/Twitter)

Ela foi falar com os diretores, que não tinham ciência que isso estava acontecendo, mas depois a situação foi confirmada pelo próprio Fran. Sem apoio do colégio, a família procurou ajuda em uma psicóloga.

Durante as sessões, descobriram: “As meninas mais velhas zoavam ele por brincar com bonecas e o chamavam de ‘bicha’ no recreio”. Depois do resultado, a escola se desculpou. “Com tudo isto quero dizer que devemos deixar as crianças brincar com o que quiserem. Os brinquedos não têm gênero”, finalizou Araceli. A história viralizou e a família recebeu várias mensagens de carinho, incentivando esse comportamento.

-Publicidade-