Volta às aulas: dicas para passar segurança, evitar o estresse e ajudar seu filho no retorno

Com a mudança da rotina, pode ser que a ansiedade e estresse aumentem neste período, mas acolher e dar suporte faz toda a diferença neste momento

Resumo da Notícia

  • Veja como você pode ajudar seu filho a passar por esse período
  • A mudança de rotina pode causar estresse e ansiedade
  • Acolher as crianças neste momento faz toda a diferença

Com o retorno gradual das aulas, muitas famílias estão se enfrentando essa mudança, que pode causar estresse e ansiedade nas crianças a partir da alteração de hábitos. Todo cuidado para esse momento é importante, por isso, vale insistir no uso de máscaras, álcool gel e distanciamento entre alunos e professores apesar da rotina parecer repetitiva. Por isso, dar apoio e carinho faz toda a diferença.

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Ser uma rede de apoio para a criança faz toda a diferença (Foto: iStock)

Segundo Ana Paula Yazbek, sócia-diretora do espaço Ekoa, o estranhamento com a volta às aulas pode ser considerado saudável, mas o acolhimento da família e da escola deve ser indispensável nesse processo: “Cabe aos adultos, professores(as), pais e mães, conversarem com as crianças para ajudá-las a entender o que está acontecendo. A ideia é que consigam acolher o que as crianças sinalizam e ao mesmo tempo traduzir-lhes que estar na escola será muito significativo para elas, pois poderão brincar com outras crianças e vão fazer coisas diferentes das que fazem em casa”, explica.

Maria Mabel, professora do curso de Psicologia da Estácio, comenta ainda que é importante refletir sobre esse momento para dar o melhor apoio possível para as crianças. “Nós estamos passando por um momento de adaptação, e todos os indivíduos estão propensos a refletir essas transformações por meio das manifestações emocionais e com as crianças não seria diferente”.

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Passando segurança

Neste processo, é importante que as crianças se sintam seguras com o retorno e também recordem como era estar em uma sala de aula antes da pandemia. “As famílias podem ajudar as crianças ao inseri-las nos processos que envolvem o retorno à escola. No preparo da mochila, no resgate às memórias do que as crianças faziam na escola, por exemplo. Além disso, devem demonstrar segurança com a decisão de retornarem, evitando compartilhar suas próprias inseguranças na frente das crianças”, explica Ana.

Ao final do dia, é superimportante a interação entre pais e filhos sobre o retorno escolar (Foto: iStock)

Após as aulas, os pais podem pedir com que os filhos compartilhem sobre como foi o dia, demonstrando interesse e segurança para que se sintam ainda mais acolhidos neste momento. “Recomendamos que sempre estejam presentes nesse processo de volta às aulas, perguntando ao filho como foi seu dia na escola, se se sentiu bem ou se teve medo por não estar no seu ambiente familiar, se se sente seguro pra de ir novamente. É importante fazer com que as crianças expressem suas emoções e se sintam integrantes do seu processo de desenvolvimento, isso irá ajudá-las a construir autonomia e diminuir os sintomas relacionados à ansiedade e estresse”, orienta a professora.

Atenção aos sinais

Após tantos meses em casa, pode ser que a criança ainda não se sinta confortável com o retorno, e tudo bem! Mas, mesmo que não consiga expressar esses sentimentos e pensamentos a partir da linguagem verbal, cabe aos mais notar os comportamentos a partir de atividades simples no dia a dia. “No mais, se os pais e professores perceberem que as crianças não estão conseguindo ressignificar os novos acontecimentos de forma positiva, é importante procurar a ajuda de um profissional de Psicologia para orientá-los a realizar intervenções com a criança, se houver necessidade”, conclui Maria Isabel.

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