“Eu quero ser uma mãe com todas as responsabilidades que me cabem”, diz a atriz Paolla Oliveira

Ela fez o congelamento de óvulos no ano passado e diz que mudou sua visão sobre a maternidade após ser protagonista do filme “Papai é Pop”

Resumo da Notícia

  • Em entrevista exclusiva para a Pais&Filhos, Paolla Oliveira disse que passou a refletir mais sobre os desafios da maternidade depois protagonizar o filme “Papai é Pop”
  • Paolla ainda não é mãe, mas em 2021 decidiu congelar seus óvulos para que em algum momento possa ter a escolha da maternidade
  • Entenda o que é o congelamento de óvulos

A atriz Paolla Oliveira diz que passou a refletir mais sobre os desafios da maternidade depois protagonizar o filme “Papai é Pop”, ao lado de Lázaro Ramos. Em entrevista exclusiva para a editora executiva da Pais&Filhos, Andressa Simonini, ela conta que ao interpretar a Elisa, conseguiu entender de fato a quantidade de responsabilidade que é atribuída às mulheres na maternidade. O longa chega aos cinemas no próximo dia 11 de agosto e tem a direção de Caito Ortiz. A história foi inspirada no bestseller de Marcos Piangers. “A gente passa um tempão na nossa vida, desde que a gente já é capaz de ter filhos ou algum namorado, se perguntando como será a maternidade. Será que eu vou ou alguém cobrando ou a sociedade, ou o pai ou o próprio parceiro de vida. Então é uma constante na nossa vida né, a maternidade”, conta a atriz.

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Lázaro Ramos e Paolla Oliveira protagonizam papéis de pais em 'Papai é Pop'
Lázaro Ramos e Paolla Oliveira protagonizam papéis de pais em ‘Papai é Pop’ (Foto: Reprodução Divulgação)

Mesmo fazendo um trabalho impecável como mãe, Paolla ainda não tem filhos. Ela tem um relacionamento com o cantor Diogo Nogueira. O casal já falou publicamente sobre a vontade de ter herdeiros. Em uma entrevista ao portal Uol ela disse: “sinto essa vibração em volta de mim”. Já preocupada em tomar essa decisão biologicamente mais tarde, em 2021, a atriz decidiu congelar seus óvulos para que possa ter a escolha da maternidade. “E já que eu tenho essa possibilidade por conta do congelamento de óvulos, eu quero ser uma mãe bem bacana, com as responsabilidades que me cabem, com todo afeto do mundo.”

Paolla disse ainda que depois de se envolver com a história e o contexto do filme passou a refletir e se questionar também sobre todas as responsabilidades que terá ao se tornar mãe. “Eu ter que dar vida a essa mãe com todos esses desafios aí no meio e na minha vida ser diferente, eu acho que são caminhos que a mulher pode ter.“[…] eu vejo o filme e falo, gente realmente é muita coisa, que passa por um filtro de normalidade”, comenta.

Paolla diz que ser mãe com todo o afeto do mundo (Foto: Reprodução Instagram @paollaoliveiraoficial)

A decisão é dela

A maternidade tardia é cada vez mais real para as mulheres brasileiras. Os motivos podem ser variados, mas a preocupação com a carreira profissional é um dos pontos principais. Isso se dá também pela dificuldade encontrada pelas mães no mercado de trabalho. Dados do IBGE mostram que dos 2,7 milhões de bebês nascidos em 2020, 37% foram de mães com mais de 30 anos, sendo que 16,7% delas tinham mais de 35 anos. Se comparado com os dados de 2010, apenas 25% das mães tinham mais de 30 anos, e só 10% delas mais de 35.

E nesses casos, o congelamento de óvulos se tornou uma opção e uma tendência mundial. Um levantamento da consultoria Research and Markets mostra que esse mercado movimentou 15,74 bilhões de dólares em 2021. E a expectativa é ainda melhor, de 37,8% até 2025, saltando para US$ 21,7.

O crescimento no Brasil também tem sido vigoroso. Outra opção é o congelamento de embriões – porém nesse caso a decisão precisa ser conjunta com o material genético do casal. O último relatório Sis Embrio, da Anvisa, é de 2019. Naquele ano cerca de 100 mil embriões foram congelados no país, mais que o triplo de 2012 (32 mil).

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Andressa Simonini, editora-executiva da Pais&Filhos está concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa
Andressa Simonini, editora-executiva da Pais&Filhos está concorrendo ao Troféu Mulher Imprensa (Foto: Divulgação/Pais&Filhos)

Entenda o congelamento de óvulos

A especialista em reprodução humana Ana Lucia Beltrame, mãe de Rafael e Guilherme, conta que a técnica de congelamento melhorou muito nas últimas três décadas. “Se na década de 80 somente 10% dos casos davam certo, hoje esse número aumentou para 30% e 40%”, explica.

Quem faz?

A vitrificação é indicada para mulheres que têm idade superior a 35 anos; as que têm histórico de menopausa precoce na família; para as que passarão por quimioterapia ou radioterapia; as que desejam conservar sua fertilidade; e para casais que obtiveram óvulos em excesso durante um processo de fertilização in vitro.

Como funciona?

O processo é feito em duas etapas. Primeiro é induzida a ovulação por meio de aplicação de medicação. Essa etapa dura de 9 a 11 dias. Em seguida é feita a coleta do óvulo. “Por meio do ultrassom, eu consigo visualizar os folículos dos ovários. Pela medida do folículo, vejo quando o óvulo está maduro”. Isso indica que o folículo pode ser extraído. A coletagem do folículo é feita por meio de um procedimento realizado em ambiente cirúrgico, com sedação venosa e que dura em torno de 15 minutos”.

Riscos

De acordo com o presidente do Instituto Ideia Fértil e professor responsável pelo setor de genética e reprodução humana da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Caio Parente Barbosa, de 3% a 5% das mulheres que são submetidas à fertilização podem ter síndrome da hiperestimulação ovariana.

“Normalmente em um ciclo menstrual fisiológico o organismo da mulher libera um óvulo. Quando a mulher é submetida ao processo de indução, chega a produzir de 15 a 20 óvulos. Para que os óvulos sejam liberados de dentro dos folículos, os vasos sanguíneos liberam substâncias que rompem as paredes desses folículos. Como a produção de óvulos está acima da média, a quantidade de substâncias também aumenta e podem vazar para dentro do abdômen e do tórax”, alerta.

Os principais sintomas são desconforto abdominal, dificuldade de respirar e aumento da circunferência abdominal. Barbosa diz, no entanto, que existem medicamentos que diminuem e formação de líquido. Por isso é importante o acompanhamento constante de um profissional durante todas as etapas do procedimento.

Assista agora o POD&tudo com Marcos Piangers e Ana Cardoso! Em um bate papo muito divertido, eles falam da estreia do filme “Papai é Pop”, inspirado no best-seller de Piangers, interpretado por Lázaro Ramos e Paolla Oliveira, que estreia no próximo dia 11 de agosto: