Mãe tem ideia incrível para incentivar os filhos a gostarem de leitura

Estudar em casa não é fácil, mas fica ainda mais complicado durante a alfabetização das crianças

Resumo da Notícia

  • Cavalos são os novos parceiros de leitura
  • Os animais ajudam a incentivar as crianças a lerem mais
  • Elas estão em idade de alfabetização

Estudar em casa não é fácil, ainda mais para as crianças que estão em idade de alfabetização. A falta da convivência com professores e colegas durante a pandemia, trouxe uma nova dificuldade para o desenvolvimento da habilidade de leitura. A solução para isso pode não ser tão simples, mas tem cavalos dispostos a ajudar nessa tarefa. Sim, é isso mesmo que você leu, nos Estados Unidos, as crianças começaram a ler para os animais e isso as tem incentivado a ler cada vez mais.

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A  ideia partiu de Caitlin Gooch, moradora da Carolina do Norte e mãe de três filhos, todos com menos de 10 anos. Sua família administra uma fazenda e uma vez por mês, ela reúne os cavalos e pôneis para visitar eventos ao ar livre, como feiras de livros, parques e outros lugares em que sabe que as crianças estarão presentes. Além de verem os cavalos, cada criança ganha um livro para levar para casa e, antes de ir embora, tem a chance de ler a história para o animal.

Ela acredita que as crianças se sentem mais seguras e confiantes ao ler para os cavalos, porque estão animadas para fazer isso. Os bichos também parecem adorar: “Eles ouvem a criança lendo e devem pensar: ‘Ei, é alguém que está me mostrando um pouco de amor'”, contou em uma entrevista para o The Washington Post.

O objetivo de Gooch é ajudar as crianças a melhorar o nível de alfabetização e desenvolver o amor pela leitura. E isso não é algo novo, antes da pandemia centenas de estudantes costumavam ir até a fazenda dela para visitar e liam para os cavalos.

O início de tudo

Caitlin aprendeu a montar aos 3 anos de idade na fazenda do pai e os cavalos fizeram uma diferença tão grande na vida dela, que ela quis levar essa experiência para outras crianças. Especialmente para as que não têm a chance de conviver com o animal.

A ideia surgiu em 2017, quando trabalhava em um centro para jovens e percebeu que as crianças mais novas tinham mais dificuldade para ler. Ao estudar sobre o tema, ela descobriu alguns dados que a incomodaram ainda mais: “Eu chorei porque vi que as crianças negras estavam muito atrás de todas as outras”.

Diante dessa situação, ela resolveu agir: “Tenho oito cavalos e pensei: ‘Não seria legal se eu pudesse compartilhá-los com as crianças? Meu coração me disse que, se envolvesse os cavalos, as crianças iriam querer pegar um livro.”, contou.

O primeiro passo foi realizar um post no Facebook convidando os pais e as mães a levarem seus filhos e um livro para a fazenda. Depois que cada um fez a leitura para os cavalos, ela ensinou como escová-los e sobre as medidas de segurança que precisavam ter ao se aproximarem no animal. Conforme o programa foi crescendo, ela adicionou passeios nos pôneis e cavalos  e livros gratuitos como forma de incentivo para manter as crianças motivadas.

Caitlin Gooch incentiva as crianças a lerem para os cavalos (Foto: Reprodução/ The Washington Post

Antes da pandemia, ela também fez um evento para comemorar o Mês da História Negra, que acontece sempre em fevereiro. No período, visitou centenas de turmas em diferentes escolas para conversar sobre cavalos e profissionais de equitação negros na história. Ela tem uma coleção de livros sobre o tema para trabalhar com as crianças.

Com o isolamento social, ela decidiu levar os cavalos para as casas dos alunos da sua região para ajudar aqueles que estavam enfrentando alguns problemas com a aula online: “Percebi a necessidade de uma nova maneira de deixar as crianças animadas com a leitura”, falou.

O financiamento para a sua organização sem fins lucrativos, que inclui a compra de novos livros, vem principalmente de doações da comunidade. Caitlin Gooch espera um dia abrir um centro de equitação com uma pequena biblioteca para criar ainda mais oportunidade para as crianças que vivem na Carolina do Norte desenvolverem ainda mais as habilidades de leitura.