Menina impressiona com releituras de obras de arte famosas aos 9 anos

A pequena artista contou em entrevista que desde muito nova ama as atividades de pintura e desenho da escola. A mãe, Ana Cardoso, ainda comentou sobre uma criação rodeada de arte e cultura

Resumo da Notícia

  • Alice Cardoso tem 9 anos e já se destaca com a reprodução de importantes obras de Tarsila do Amaral e Frida Kahlo
  • A menina ainda contou em entrevista sobre a influência da escola e da família na criação de sua arte
  • A mãe de Alice, Ana Cardoso, abriu o jogo sobre a criação da filha rodeada de muita arte e cultura

Alice Cardoso tem só 9 anos e já enche os pais, Ana Cardoso e Fabiano França, de orgulho. Mesmo tão nova, a menina já é um talento nato – e se responsabilizou por recriar importantes obras da história da arte, como Os Operários, de Tarsila do Amaral, e até se vestiu de Frida Kahlo e Malala! A criatividade da menina virou uma exposição virtual de sucesso no Facebook e, para a mãe, Ana Cardoso, é um orgulho ver uma filha tão interessada em arte e cultura.

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“Eu e meu marido, Fabiano, sempre gostamos muito de arte de um modo geral: cinema, música, teatro… E esse gosto passou para Alice”, conta. “Sempre estimulamos de forma muito natural, nada cobrado ou imposto. Sempre levamos ela a exposições desde pequena! Teatro ela foi pela primeira vez quando tinha 1 ano, e virou rotina”.

Ana, mãe de Alice, conta que a filha sempre recebeu muito apoio dela e do marido, Fabiano (Foto: Arquivo Pessoal)

Como professora, Ana ainda fala sobre a importância de uma criação rodeada de arte para o desenvolvimento de uma filha bastante interessada no mundo ao seu redor. “Aqui no Rio moramos perto de um teatro, e a gente ia quase todo domingo! Levava ela para peças, lia livros quando não Alice não sabia ler: sempre teve essa inserção cultural”.

Alice em releitura da ativista Malala (Foto: Arquivo Pessoal)

Além do interesse dos pais, a família de Alice sempre foi uma grande incentivadora. Mãe e filha destacam, com muito orgulho, a presença de Giovani – tio da família que, mesmo de longe, se faz presente no amor de Alice pela arte.

Ao falar sobre a relação dos dois, Ana se emociona. “Ele desenha muito bem, mas não se profissionalizou na área. E às vezes ficam os dois pintando juntos, à distância! Daí ela diz: ‘Tio, o quê eu posso colocar nesse desenho aqui?”, e eles conversam“.

Arte dentro e fora de casa!

A escola também foi – e ainda é! – um lugar muito importante para a arte de Alice. A menina conta que, além das muitas amizades, enxerga o ambiente como parte da própria arte. Ela conta que sempre teve muitas tarefas que envolviam desenho e pintura – e esses eram momentos de muita diversão!

“Eles passavam muito trabalho de desenhar e pintar – e eu amava! Amava mesmo”. Ana diz que os frutos desse esforço logo apareceram e Alice foi convidada para pintar uma tela em homenagem à instituição.

“Pediram para ela pintar a escola, e colocar o nome na tela. Aí Alice fez a entrega para a diretora, que sempre lembra dela por causa das pinturas. Embora Alice tenha saído de lá há uns três anos, ela sempre é convidada para esses momentos”, relembra a mãe.

A criatividade que viu desde sempre no ambiente escolar permitiu que Alice tivesse contato com a arte. Mãe e filha relembram, assim, algumas atividades que levaram a menina ao destaque no desenho e pintura, logo na creche.

Alice recriou o quadro “Os Operários”, de Tarsila do Amaral, com o rosto dos colegas de classe (Foto: Arquivo Pessoal)

“A professora era muito criativa e Alice fez uma releitura do quadro da Tarsila, “Os operários”, com os colegas da sala – e até alguns trabalhos sobre Guimarães Rosa também. E tudo com confecção em casa!”, conta Ana. “Fomos estimulando ela. Meu irmão comprou um cavalete de presente no ano passado, mas desde muito pequenininha deixamos ela solta com durex, tinta, folha, pra fazer aquela ‘sujeirada'”, a mãe lembra.

Família é a base

Ana ainda conta que consegue ver muito de si na filha – com hobbies diferentes, mas a mesma criatividade. “Me reconheço um pouco nela. Eu gostava muito de escrever, não sei se a Alice vai despertar pra esse lado. Mas eu gostava muito de escrever versos, inventar músicas. Eu tinha um despertar pra esse caminho – mas não fui muito lá cuidada nesse quesito, era uma outra geração, a gente não tinha muitos recursos”.

Alice, em releitura da pintora mexicana Frida Kahlo. Ana conta que a filha sempre teve muito apoio da família (Foto: Arquivo Pessoal)

Por causa de uma rede de apoio gigante, Alice consegue cultivar os próprios sonhos e se desenvolver sendo muito feliz fazendo o que ama. A mãe da pequena artista relata, assim, que a família é a base de todo os esforços de Alice.

“Poderia passar horas falando da minha família. É bastante gente – mas tem aquele núcleo carregado, aquele ponto que a gente tá sempre muito junto, apoiando muito um ao outro, e a família do meu marido também é assim. Os avós incentivam muito ela em tudo, cada um contribui um pouquinho pra alguma coisa”. Mesmo com a falta do irmão pintor e tio companheiro, Ana agradece muito à família – e conta que deseja, acima de tudo, felicidade para a filha.

Desejo que ela se encontre no caminho dela, de acordo com as escolhas dela. O que a gente chama de felicidade, eu acho que é isso: dentro das escolhas dela, em um universo saudável e ético, que ela vai sempre ser apoiada por todos nós – porque eu acho que o caminho da felicidade tá por aí”, finaliza.