Família

Mulher grávida de 6 meses adota recém-nascido

"Eu me lembro dos olhares que eu recebia nas ruas por conta da minha enorme barriga e um bebê no colo", ela contou

Marina Paschoal

Marina Paschoal ,Filha de Selma e Antônio Jorge

Foto: Reprodução Facebook / momstrosityco

Foto: Reprodução Facebook / momstrosityco

Mulheres grávidas recebem, naturalmente, muitos olhares de desconhecidos por onde passam. Mas com Stephanie Hollifield era diferente, já que ela estava grávida de seis meses e tinha acabado de adotar uma bebê recém-nascida. “Eu me lembro dos olhares que eu recebia nas ruas por conta da minha enorme barriga e um bebê no colo”, ela contou ao site Love What Matters.

Tudo começou quando ela e seu marido resolveram adotar mais uma criança – eles já eram pais de dois biológicos e um adotivo. “Embora estivéssemos empolgados, também estávamos nervosos com a criação de quatro filhos. Mas nossa vontade falou mais alto”.

O processo de adoção é longo, então quando finalmente eles conseguiram terminar de cumprir todos os requisitos básicos, descobriram que estavam grávidos. “Você sabia que sexo desprotegido pode levar à gravidez? Mesmo se você não está tentando ter um bebê? Bem, eu também, mas acho que esqueci por um minuto. E assim, os planos mudaram. Nós celebramos essa gravidez, e a ideia de adotar sumiu dos nossos planos”.

Quando Stephanie já estava com seis meses de gestação, recebeu uma ligação da assistente social perguntando se eles poderiam ficar com uma menina recém-nascida que havia acabado de chegar ao orfanato. “Provavelmente não, porque as fraldas são caras, o sono é importante e isso é loucura”, ela disse. Quando a assistente social soube da gravidez dela, tirou a família da lista, já que parte do protocolo exige que não estejam grávidos. “Mesmo assim eu ainda pensava nesse bebê. Eu sempre quis ter gêmeos, então duas crianças que seriam separadas por meses poderia funcionar. Talvez… Mas, regras são regras”.

Foto: Reprodução Facebook / momstrosityco

Foto: Reprodução Facebook / momstrosityco

Foi então que, algumas semanas depois, a assistente ligou novamente para informar que eles tentaram várias famílias, mas que não conseguiram encontrar um lar para a menina. “Depois de conversar com o meu marido, orar e ter um colapso emocional, ligamos de volta e dissemos que sim. Nós dissemos sim a um bebê que merecia uma família empolgada em tê-lo em casa”. Eles viajaram por horas, assinaram os papéis e voltaram com a menina para casa. “Ela tinha grandes olhos castanhos, covinhas minúsculas e aos dois meses já sorria. Ao ver esse lindo, perfeito e indefeso bebê, imediatamente passamos a amá-la”.

Depois de alguns meses e de dar à luz ao bebê biológico, a família recebeu uma ligação da assistente social informando que eles não poderiam mais ficar com a menina – um parente distante iria receber a sua custódia. “Falei com juízes, advogados e vários assistentes sociais, e todos me garantiram que tínhamos poucas ou nenhuma chance de lutar contra isso”, ela lembra. Uma semana antes da separação, o tal parente desistiu da adoção. “Depois de tantos meses preocupados, não parecia verdade até que o juiz a declarou legalmente e para sempre nossa. Não haveriam mais assistentes sociais, visitas domiciliares ou noites imaginando se foram nossas últimas noites juntas”.

“Já se passaram dois anos desde que trouxemos nossa menina para casa, e quase dois anos desde que nosso filho nasceu. Minha filha é a criança mais inteligente que já conhecemos. Ela canta e fala sem parar. Minha parte favorita de ser uma mãe é ver meus filhos juntos, brincando e caindo no chão no meio de gargalhadas. E não houve um único segundo de um dia em que nos arrependemos de nossas escolhas. Não houve um dia que eu não agradeci por ser sua mãe. Eu vou viver o resto da minha vida tentando ser digna do título”, finalizou.