Família

Pai perde a mulher em acidente e cuida sozinho do filho: “É difícil, mas não precisa ser triste”

Rodrigo Segantini compartilha sua rotina nas redes sociais com milhares de seguidores

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Arquivo pessoal)

(Foto: Arquivo pessoal)

O advogado Rodrigo Segantini perdeu a mulher Adriana em 2014, após um acidente de carro, e passou a cuidar sozinho do filho Arthur, na época com 4 anos. Uma história triste, mas que serviu como combustível para pai e filho criarem uma fortaleza com base na cumplicidade e amor.

Rodrigo registra o dia a dia dos dois e o crescimento de Arthur na página Tudo Pelo Meu Filho, no Facebook. Ele enviou seu depoimento por meio do projeto Lá em Casa é Assim — parceria da Pais&Filhos com a Natura Mamãe e Bebê — e nos contou como é exercer a paternidade da melhor forma, conciliando tudo com os desafios que viveu (e ainda vive). Vem conhecer essa história emocionante.

“Um dia, a Adriana me disse que estava grávida e de gêmeos. Claro que fiquei muito feliz. A gravidez era de risco e logo um dos bebês não resistiu. A gestação foi complicada, mas finalmente o Arthur nasceu após 30 semanas, em 09/09/09. Prematuro, saiu da sala de parto e foi direto para a UTI, onde ficou por quatro meses: logo em seus primeiros dias, desenvolveu uma infecção que atingiu seu intestino. Ele não tinha nem um mês de vida e já havia passado por quatro cirurgias, teve amputado metade de seu intestino, duas paradas renais de mais de 30 horas e uma parada cardiorrespiratória de cerca de cinco minutos. Mas o menininho foi persistente e venceu.

Em seus primeiros três anos, era preciso tomar muito cuidado com sua alimentação porque era difícil ganhar peso e sua imunidade era baixa. Eu e minha esposa dedicamos todos os cuidados e empenhamos os maiores esforços para que se estabelecesse e se desenvolvesse. Arthur respondia bem aos tratamentos que era submetido e tudo parecia então que iria, finalmente, entrar nos eixos.

Até que minha esposa sofreu um acidente de carro em abril de 2013 e ficou em coma. Decidi ficar com ela, ajudá-la em sua recuperação, na cabeceira de sua cama, orando e estimulando-a