Pai perde filho e esposa durante parto e desabafa: “Eu tinha uma família até esses dias”

Francisco Reco Dias registrou um boletim de ocorrência por negligência médica contra o hospital que Francinete Beltrão e Arthur Miguel ficaram internados

Resumo da Notícia

  • Arthur Miguel é o primeiro filho do casal
  • O pai sabia que havia algo errado, pois os médicos pareciam sempre esconder algo
  • O menino veio a óbito no dia 6 de fevereiro e a esposa no dia 8
  • O professor fez um desabafo e se mostrou arrasado com a situação
Arthur é o primeiro filho do casal (Foto: Getty Images)

Francisco Reco Dias, de 47 anos, fez um desabafo após passar por um momento muito difícil. Ele, que é professor, perdeu o filho recém-nascido, Arthur Miguel e a esposa, Francinete Beltrão, de 28 anos, no dia 8 de fevereiro, no Hospital Municipal Francisco Sales.

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Em 22 de fevereiro, ele procurou a Polícia Civil para denunciar uma suspeita de negligência médica e fez um desabafo: “Estou abaladíssimo, eu tinha uma família até esses dias e agora estou sozinho, quero fazer justiça por ela, ela sonhava em ser mãe”, contou ao Top Mídia News.

Sem justificativas concretas sobre a morte dos dois, ele Francisco começou a desconfiar que algo não estava certo. “No primeiro momento os médicos disseram que ele tinha nascido saudável, só que a gente via que ele não estava bem, choro de assustado, não precisava ser médico pra ver que ele não estava bem”, disse emocionado.

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Na primeira noite, ele ficou com o filho e a esposa, mas no dia seguinte, precisou que a sogra ficasse com eles, pois outras mulheres seriam acomodadas no quarto. “Eu liguei pra minha sogra e ela foi ficar com ela de sexta pra sábado, disse que ele chorou muito, passou mal por volta das 21h de sexta, já por volta das 23h37 foi feito o pedido de vaga zero para o hospital regional de Aquidauana, 20 minutos depois disponibilizaram a vaga. Aí a recepcionista avisou que levariam para lá, só que quando começaram a fazer o processo de transferência, o médico disse que ninguém ia sair dali, que ele resolveria o problema, quando deu 0h33, ele ligou no hospital de Aquidauana e cancelou a vaga”.

O pai sabia que algo estava errado no hospital (Foto: Getty Images)

Estanhando o cancelamento, o professor contou que a avó da criança afirmou que o menino havia parado de chorar e ficado em silêncio. “Ele ficou muito quieto, ela achou que ele estivesse dormindo, quando foi 7h da manhã, eu estive no hospital, eu já não encontrei meu filho no quarto e vi minha esposa chorando muito, ela viu que ele estava chorando muito e nariz sangrando”.

Assim que o pai viu um médico no corredor, ele foi correndo pedir informações e lhe contaram que Arthur havia falecido. “Falaram que ele tinha problema cardíaco, mas em nenhum momento, nada apontava que ele tinha problema cardíaco”.

Após perder o filho, ele contou o momento traumático para a esposa, que sempre sonhou em ser mãe. “Eu me desesperei, pois ela sonhava muito com esse filho. Era o primeiro filho dela, ela tinha se preparado pra isso. E como eu ia dar uma notícia tão triste?”. Quem na verdade deu a notícia foi o médico, e a mãe ficou muito abalada.

Após levarem Francinete para realizar alguns exames, voltaram com o diagnóstico, escrito à mão, de que ela estaria com dengue. De acordo com Francisco, a esposa nunca apresentou qualquer sintoma da doença e havia passado no médico antes do nascimento de Arthur. “Ela não tinha nada, a levei no hospital um dia antes de internar, a médica que acompanhou ela durante o pré-natal deixou ela lá por uma infecção urinária, não tinha nada de dengue”.

A Unidade de Saúde informou que no registro da ocorrência que a mãe teria morrido por causa de um quadro de dengue. O boletim foi registrado pela Secretaria Estadual (SES), na quinta-feira, 27 de fevereiro.

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