Dia do Obstetra: entenda a importância do profissional para o parto e saiba como escolher o seu

Quando o positivo aparece pela primeira vez, já começam os planejamentos sobre a gravidez. Com a escolha do médico obstetra não é diferente. Ele precisa transmitir segurança e tranquilidade para essa experiência completamente nova

Resumo da Notícia

  • Em 12 de abril, é comemorado o Dia do Obstetra
  • Além de pedir exames no pré-natal, o obstetra tem o papel fundamental de aconselhar o casal durante esta nova fase
  • Para escolher o profissional certo, é essencial que ele transmita segurança e esteja alinhado às expectativas da família

Nesta segunda-feira, 12 de abril, é o Dia do Obstetra! A data, é superimportante para homenagear os profissionais que cuidam (com muito carinho!) da grávida durante o período pré-natal e do nascimento do bebê. Por isso, é essencial criar um vínculo com o seu médico, além de confiar nos direcionamentos que ele irá oferecer ao longo de toda a gestação.

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Escolher o médico certo que irá estar com você durante um período tão especial é fundamental, por isso, é importante se identificar e ter identidade. De acordo com o Dr. Igor Padovesi, ginecologista e obstetra, colunista da Pais&Filhos e pai de Beatriz e Guilherme, é comum hoje em dia que as pacientes procurem o especialista que já acompanha nas redes sociais: “Isso dá a sensação de que já te conhecem e sabem como você irá explicar os direcionamentos”.

Mas afinal, qual o papel do obstetra?

O obstetra é o médico que irá acompanhar a grávida por todo o pré-natal até o momento do parto, além de estar presente para a mulher e também para o casal. “Ele não só cuida da parte técnica, como os exames, mas também orienta e tranquiliza sobre a gestação. As grávidas são naturalmente cheias de dúvidas e ansiedades, então, ele também irá prepará-la para a questão do parto”, explica. Além disso, o obstetra tem a função de orientar sobre as situações. “Se a mulher não pode recorrer diretamente ao médico,  ele precisa informar quais são as situações de risco que ela deve procurar um atendimento de urgência caso não possa esperar pela próxima consulta”.

Todo obstetra é ginecologista?

Sim! Todos possuem formação e acabam atuando na prática. “Uma curiosidade é que a grande maioria atua tanto como ginecologista como obstetra, mas com o tempo, boa parte vai querer deixar a obstetrícia. Isso acontece por conta de um trabalho que possui uma demanda maior, pois o obstetra precisa ficar disponível”, comenta.

Escolher o médico obstetra certo faz toda a diferença no acompanhamento da gravidez (Foto: Getty Images)

No caso da obstetrícia de alto padrão, Igor Padovesi explica também que é envolvido a disponibilidade do profissional 24 horas e 7 dias por semana, com exceção das férias. “Para tirar férias, eu programo com 9 meses de antecedência, para que quando a mulher engravide, ela saiba que não estarei disponível para o momento do parto, por exemplo”. Contudo, quando geralmente viaja ou passeia com a família, são para lugares próximos: “Se ocorre alguma coisa, eu volto. Nunca aconteceu de não dar tempo de chegar”.

Como fazer o plano de parto

O parto propriamente dito, pode envolver questões culturais, preferencias individuais, ou ainda diferentes. “No pré-natal, é muito importante que a mulher tenha tempo para discutir sobre o plano de parto com a equipe que vai acompanhá-la. Além disso, é ideal que ela possa conhecer quem vai estar com ela no dia”, comenta o médico. “Como o parto possui riscos de complicações agudas, deve sempre ser assistido por dois obstetras. Em hospitais com acreditação internacional, isso é obrigatório”, reforça.

Mas, é importante lembrar que o parto domiciliar, geralmente, não é aconselhado pelos especialistas, porque possui riscos maiores de complicações pela falta de assistência. “O único perfil que não recomendados é o parto domiciliar. Atualmente, são raros os obstetras que atendem esta preferência, pois não é indicado pelos conselhos devido os riscos”.

Como escolher o obstetra

A escolha do obstetra deve ser cuidadosa e feita com muito carinho. “É importante que a mulher tenha segurança do que ela busca. Caso tenha preferência pelo parto normal, é preciso ter confiança no trabalho da equipe, que deve estar alinhado com o que o casal espera para que na prática não haja desencontros”.

O obstetra irá acompanhar a grávida por todo o pré-natal até o momento do parto, por isso, é superimportante que a mãe tenha referências antes de escolher o médico. “Além do contato direto, é preciso pesquisar. Busque pelo nome dele no Google e veja comentários e o que outras pessoas falam sobre ele. Na recepção do consultório, por exemplo, quando ver outras mulheres com bebês, conversem, pergunte sobre como foi o parto, se foi normal ou cesárea“, recomenda. Vale lembrar ainda que no Brasil, existe a política de incentivo ao parto normal. Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos de saúde, por exemplo, são obrigados a informar o percentual de quantos partos normais ou cesáreas o profissional já realizou, sendo um ponto importante para considerar na escolha do médico especialista.

A doula pode trabalhar em conjunto com o obstetra?

Pode! Apesar de ter um papel importante no acompanhamento das mulheres no parto, principalmente normal, Igor Padovesi explica que a doula não possui nenhum treinamento técnico para realizá-lo. “Doula não faz parto, ela está lá para oferecer suporte emocional para a mulher. Comprovadamente, elas melhoram a experiência durante o parto e também a percepção de dor. Ela é muito importante”, conclui o médico.

Fonte: Dr Igor Padovesi, Ginecologista e Obstetra da USP e do Hosp. Albert Einstein, colunista e embaixador da Pais&Filhos, e pai de Beatriz e Guilherme. www.igorpadovesi.com.br