Gravidez

Estudo mostra que mães ansiosas dão à luz a meninas

O estudo foi realizado pela Universidade de Columbia

Letícia Vaneli

Letícia Vaneli ,filha de Alcides e Eugênia

(Foto: Reprodução / Instagram)

Um novo estudo realizado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, concluiu que as chances de mulheres ansiosas ou estressadas engravidarem de uma menina são maiores. Apesar dos resultados, eles afirmam que não significa que o estresse da vida cotidiana das mães possa alterar o sexo dos filhos.

Os pesquisadores afirma que os meninos são mais vulneráveis ​​aos hormônios do estresse no útero, o que significa que as mulheres podem abortar sem saberem que estavam grávidas. “Os estudos mostraram que os homens são mais vulneráveis ​​a ambientes pré-natais adversos, sugerindo que mulheres altamente estressadas podem ter menos chances de dar à luz um homem devido à perda de gestações anteriores, muitas vezes sem nem saber que estavam grávidas”, afirmou Catherine Monk, pesquisadora-chefe da pesquisa.

Ao todo, os responsáveis coletaram dados 27 indicadores de estresse em 187 mulheres, com idades entre 18 e 45 anos, usando questionários, diários e avaliações físicas durante a gravidez e as dividiram entre aquelas que tiveram uma gravidez saudável sem estresse e as que apresentaram sinais físicos ou psicológicos de estresse.

Entre as mulheres que estavam estressadas psicologicamente, apenas 40% deram à luz um menino, uma proporção de duas meninas para cada menino. Entretanto, menos de um terço (31%) deu à luz um menino, uma proporção de nove meninas para cada quatro meninos, na analise de mulheres que estavam estressadas fisicamente.

Eles também repararam que o número de nascimentos masculinos diminuiu após os ataques terroristas de 11 de setembro em Nova York. Os acadêmicos disseram que o impacto do estresse nos nascimentos masculinos pode ser visto em nível populacional após eventos como 11 de setembro ou terremotos. Estudos mostraram que 12% mais bebês do sexo masculino foram perdidos em setembro de 2001 após a 20ª semana de gravidez do que o esperado.

Aliás, o estudo mostrou uma melhora significativa em famílias em que a mãe recebia apoio de pessoas próximas. “A triagem para depressão e ansiedade está gradualmente se tornando uma parte rotineira da prática pré-nata. Mas, embora nosso estudo tenha sido pequeno, os resultados sugerem que o aumento do apoio social é potencialmente um alvo eficaz para a intervenção clínica”, afirmou Monk.

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