Caso Miguel: pai fala pela primeira vez após tragédia que levou a vida do filho

Para Paulo Inocêncio, o menino era um grande parceiro na vida e está sofrendo muito em aceitar a dor e a perda repentina na família

Resumo da Notícia

  • Miguel Otávio caiu do 9º andar de um prédio em Recife
  • O pai do menino abriu o coração
  • Ele contou que Miguel adorava visitar o sítio onde morava
  • Paulo relembrou com muita dor a morte do filho
O pai de Miguel relembrou os bons momentos com o filho (Foto: reprodução / vídeo G1)

Paulo Inocêncio, pai de Miguel Otávio de Santana, de apenas cinco anos, que morreu ao cair do 9º andar de um prédio de luxo em Recife, abriu o coração. Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, ele contou como a família está se sentindo após a tragédia.

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“Eu nunca ia pensar que Miguel morreu, não. Senão eu não vivo mais não. Miguel tá vivo, tá viajando. Nunca diga que ele morreu. Pra mim, não”, disso emocionado. Paulo considerava o filho como um grande parceiro, já Mirtes Santana, a mãe, via o filho como um super-herói.

“Eu dava bicicleta, patinete, brinquedos, pagava a escola, minha mãe pagava o plano de saúde dele. Eu vivia, eu trabalhava para ele”, contou a mãe. Os pais do menino estão separados há três anos, e Miguel passava 15 dias com o pi em um sítio, em Pernambuco. “Ele tem um bezerrinho, tem criação de galinhas. Eu não tenho nada, não. A casa é dele. É tudo dele, do meu filho“, desabafou.

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Na casa de Sari Côrte Real, Mirtes contou que Miguel gostava muito do lugar: “Era tudo maravilhoso para ele. Tomava banho de piscina, brincava com os filhos da minha ex-patroa. Quando folgava, levava ele para a praia”.

No dia do acidente, a mãe lembrou que a rotina pela manhã foi a de um dia normal de trabalho: “Me levantei às 5h. Chamei ele: ‘neguinho, vamos’. Nos momentos que não tinha ninguém, eu levava ele comigo. Cheguei às 7h, em pontinho”. Às 13h a vida de Mirtes mudou para sempre.

Miguel caiu do 9º andar de um prédio no dia 2 de junho (Foto: reprodução / vídeo G1)

“Quando eu chego de frente do elevador social, o zelador sai de dentro da sala de encarregado e diz ‘caiu alguém de lá’. Chega deu aquela dor no peito. Quando eu abri a porta, era meu filho que estava lá estirado no chão. Eu gritei ‘Miguel, meu filho’! Aí saí virando ele devagarinho. Ele estava com pulsação. Deitei do lado dele. Ele abriu a boquinha e ficou tentando respirar pela boca. Eu disse ‘isso, filho, respira. Respira que mãe tá aqui’. Pedi tanto a Jesus e Nossa Senhora que tirasse minha vida e desse a ele”, lembrou com um aperto no coração.

No hospital, quando soube da notícia, ela conta com muita dor as palavras dos profissionais de saúde: “A enfermeira pediu para sentar. Aquela dor no peito foi apertando, apertando mais ainda. Ela disse que meu filho não resistiu. Que meu filho não tinha resistido”, concluiu. O caso ainda segue em investigação.

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