Menino autista é proibido de ir a passeio da creche e pai desabafa: “Eles não nos deram nenhuma opção”

“A gente ficou consternado porque é um filho nosso sendo excluído da atividade”, disse Fábio, pai de Miguel, de três anos

Muitos pais se sensibilizaram e mandaram mensagens para a creche (Foto: Reprodução / O Dia)

Miguel, de três anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi proibido de participar de um passeio para o museu do Meio Ambiente no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, pela creche em que estuda na Tijuca, Zona Norte do Rio.

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Segundo o jornal O Dia, o menino estava com todas as coisas prontas para passar algumas horas no parque nesta última quinta-feira, 29 de agosto, com o irmão gêmeo Lucas e os outros colegas, porém, a família levou um susto ao ser informada pela direção de que o menino não iria participar da atividade. “A justificativa foi a de que o quadro de funcionários não é suficiente para dar conta de todas a crianças inscritas e mais o Miguel”, contou a mãe Lais Angela Mello ao O Dia.

Lais chegou a dar outras alternativas para que o menino não fosse excluído da atividade, oferecendo se a avó poderia acompanhá-lo e, diante da resposta negativa, ela mesma se ofereceu para ir junto com o filho. Também recebeu um ‘não’ como resposta.

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“A justificativa da escola foi a de que as outras crianças questionariam porque não poderiam estar acompanhadas das mães como Miguel. Não nos deram nenhuma opção. Um momento que poderia ser de inclusão tanto para ele como para outras crianças, foi uma barreira intransponível para a gente”, lamentou Fábio.
Logo após o episódio, Fábio Farias, pai do menino, e a mãe Lais estão em busca de outra creche para os filhos, que tenham mais visibilidade à necessidade de inclusão de crianças com autismo. “A gente ficou consternado porque é um filho nosso sendo excluído da atividade que seria boa tanto para ele, quanto para as outras crianças, que devem aprender a conviver com as diferenças”, disse Fábio, que é assistente administrativo em um escritório jurídico.
No momento, os pais de Miguel e Lucas estudam como podem denunciar formalmente a creche. “As crianças com transtorno do espectro autista têm que ser respeitadas. As escolas precisam se enquadrar para atendê-las”, contestou Fábio. A atitude da escola deixou não só os pais de Miguel indignados, como também, outras famílias que escreveram nas agendas dos filhos a mensagem: “inclusão me importa”. Até agora, a creche não se pronunciou a respeito.
Família de Miguel (Foto: Reprodução / O Dia)
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