Tenente Gonçalves publica foto da filha e se declara: “Nós três somos um só”

O rapaz perdeu a noiva, vítima de AVC, na porta da igreja

Jéssica estava grávida seis meses (Foto: Reprodução/Instagram @tenente_bahia17)

“Agora somos um só, princesa”. É assim que começa o texto feito pelo Tenente Gonçalves na legenda da foto que ele publicou da filha, em seu Instagram.

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Flávio perdeu a noiva, Jéssica, minutos antes do casamento no último sábado, 14 de setembro. A moça, que estava grávida,  teve um AVC na porta da igreja e foi levada para uma maternidade no centro de São Paulo.

Sophia está internada na Pro Matre (Foto: Reprodução / Instagram / @tenente_bahia87 / Arquivo Pessoal)

Infelizmente, Jéssica não resistiu, mas Sophia veio ao mundo por meio de cesária de emergência. A bebê segue internada no Pro Matre.

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Em sua conta no Instagram, Flávio publicou imagem segurando os pés da bebê com uma declaração. “Meus dias de estar contigo no hospital são de renovação. Adoro estar aqui, a rotina não me pesa. Sei que aqui o amor é multiplicado, afinal aqui começa a vida. Papai é ogro, bruto, mas te ama demais. Agora nós 3 somos um só. Eu, você e a mamãe. Sophi“, seguido de um emoji de coração.

A bebê segue internada (Foto: Reprodução / Instagram / @tenente_bahia87)

Nos comentários, muitos seguidores deram apoio. “O Brasil todo já ama essa princesa e torce pra ela ir logo para casa”, escreveu uma. “Você será um maravilhoso pai. Tenho certeza de que sua esposa está orgulhosa de você”, disse outra.

A família estava muito ansiosa pela chegada de Sophia (Foto: Reprodução/Instagram @tenente_bahia17)

Papo exclusivo com a mãe do Tenente

A Pais&Filhos conversou exclusivamente com Maria, mãe do Tenente GonçalvesA mãe de Gonçalves contou que o filho tem passado por momentos bem complicados e que está sendo muito duro lidar com a morte da noiva e com o processo do tratamento de Sophia.

“Jéssica batalhou e deu a vida pela nossa filha”

Em entrevista exclusiva, Flávio contou como conheceu a noiva e relembrou a descoberta da gestação. “Eu conheci a Jéssica no colégio, a gente estudou na mesma escola. Sempre gostei dela, mas ela não dava bola para mim. Então a vida seguiu e a gente se reencontrou na rua, trocamos contato para marcar um cinema, mas ela voltou a namorar”.

“Depois de um tempo a gente se encontrou de novo, começamos aquele relacionamento e assim passaram 7 anos juntos. 7 anos de muita alegria e harmonia. Mas este ano foi um divisor de águas. Além de eu ter uma boa fase na carreira, decidimos nos casar ainda este ano”.

Veja a entrevista completa neste link.

Pré-eclâmpsia na gravidez é grave, mas rara

Jéssica Victor Guedes tinha 30 anos e 29 semanas de gravidez. Após passar mal e ser socorrida às presas, ela foi levada ao hospital e transferida para a maternidade Pro Matre, em São Paulo. Mas quando chegou lá, Jéssica já estava desacordada, pois sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que levou à sua morte. Ela teve um AVC hemorrágico em decorrência de uma eclâmpsia. Os médicos conseguirem fazer uma cesárea de emergência e salvaram a bebê, Sophia.

A pré-eclâmpsia está entre as principais causas da mortalidade materna, e vem crescendo no Brasil, apesar dos avanços da medicina. O índice de mortalidade no Brasil está em 64,5 óbitos maternos para cada 100 mil nascidos vivos – um número bem acima da meta da Organização das Nações Unidas (ONU), de 30 óbitos para cada 100 mil bebês.

A pré-eclâmpsia pode aparecer tanto na gestação quanto no pós-parto, caracterizada por um aumento da pressão arterial, associado a alguma disfunção de órgãos (fígado, rim, cérebro), presença de proteína na urina e convulsão.

Quando esse diagnóstico é feito, mãe e bebê ficam em risco. Os possíveis desdobramentos são:

  • Hemorragia cerebral
  • Hemorragia generalizada
  • Descolamento de placenta
  • Parto prematuro
(Foto: Getty Images)

A causa exata ainda é desconhecida, mas especialistas apontam que seja multifatorial. O que já se sabe é que ocorre uma reação imunológica na gravidez, sendo que na pré-eclâmpsia, o corpo da mãe passa a “estranhar” as células da placenta e do feto. É como se o bebê fosse visto como um ser invasor pelo organismo.

Os sintomas mais graves podem ser confundidos pela gestante com outros problemas mais corriqueiros: inchaço, dor de cabeça, dores no estômago e alterações de visão (que podem ser acompanhadas por crises de dor de cabeça). Se a grávida está fazendo um bom pré-natal, as alterações serão percebidas pelo médico, que vai checar a pressão, verificando o quadro de hipertensão e pedir um exame de urina para confirmar se há presença de proteína. Quando a doença é diagnosticada, o procedimento é a internação, para estabilização da saúde e adiantamento do nascimento do bebê.

Existem fatores de risco para pacientes terem a doença, como pré-eclâmpsia na gestação passada, IMC (índice de massa corporal) maior que 25, hipertensão crônica, gestação múltipla, lúpus, diabetes prévio à gestação e histórico familiar de pré-eclâmpsia.

Em casos gravíssimos de pré-eclâmpsia ou eclâmpsia existe o risco de rompimento do fígado e acidente vascular cerebral (AVC). Quando a pré-eclâmpsia grave evolui para a eclâmpsia a mulher tem convulsões e pode até entrar em coma. Um dos sinais de que a pré-eclâmpsia pode virar eclâmpsia é exatamente quando ela enxerga pontinhos luminosos, a tal luz brilhante. Isso significa que o sistema nervoso central, que controla tudo o que acontece  no corpo, está irritado. Alerta máximo: as convulsões estão chegando.

O que acontece com a mãe

  •  Descolamento de placenta
  • Insuficiência renal
  • Rompimento do fígado
  • Hemorragia cerebral

O que acontece com o bebê

  • Diminuição do líquido amniótico e parto prematuro
  • Retardo de crescimento intrauterino
  • Sofrimento e morte fetal

Como prevenir

Mulheres que têm casos da doença na família devem tomar cuidado redobrado e começar a se tratar antes mesmo da gravidez. Isso inclui ficar de olho na dieta e, se preciso, controlar a pressão com medicamentos anti-hipertensivos. O aumento do cálcio na dieta também é recomendável. Os exames devem estar em dia e podem ajudar a detectar a possibilidade de pré-eclâmpsia antes mesmo que ela apareça. Exames de sangue, urina e o exame de fundo de olho irão dizer se está tudo ok com a mulher. Depois de engravidar, exames que medem o fluxo sanguíneo entre mãe e bebê vão garantir que a criança está recebendo os nutrientes necessários para crescer. Os exames previstos no pré-natal são importantes para fazer o controle da vitalidade fetal.

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