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Primeira vacina do mundo contra malária é liberada e pode salvar milhares de crianças

Depois de 30 anos de teste, OMS está no continente africano vacinando crianças de até dois anos

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

As primeiras doses serão distribuídas no continente Africano (Foto: Shutterstock)

A primeira vacina contra a malária já está em circulação e 360 mil crianças serão vacinadas. As primeiras doses serão distribuídas em três países africanos para. A primeira vacina contra malária do mundo faz parte de um projeto de grande escala da OMS (organização mundial da saúde).

O Malawi foi o primeiro país a vacinar crianças menores de dois anos. Quênia e Gana também vão começar uma campanha nas próximas semanas, a OMS disse que só está esperando os Ministérios da Saúde decidirem onde as campanhas acontecerão.

A vacina tem uma proteção parcial contra a doença, mas estudos clínicos comprovaram que ela conseguiu prevenir 4 em cada 10 casos da doença.

Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, o diretor-geral da OMS, disse em comunicado que: “Temos visto ganhos tremendos de mosquiteiros e outras medidas para controlar a malária nos últimos 15 anos, mas o progresso estagnou e até mesmo reverteu em algumas áreas. Precisamos de novas soluções para recuperar a resposta à malária e essa vacina nos dá uma ferramenta promissora para chegar lá.”

Como qualquer doença causada por parasitas instalados em insetos, o combate ao mosquito é essencial, mas não é o suficiente. A malária além de evitável, também pode ser tratável, mas mesmo assim cerca de 435.000 pessoas morrem a cada ano por conta da doença.

As crianças de até cinco anos são as que correm mais riscos de complicação de vida, na África,são mais de 250.000 crianças morrem da doença todos os anos. A vacina que começou a ser distribuída esse ano, foi na verdade, inventada em 1987 por uma indústria farmacêutica britânica e passou por anos e anos de teste,

A OMS disse que entre os anos de 2000 e 2015 houve uma redução no número de mortes pela doença, 62%, e uma queda nos casos registrados, 41%, mas que a doença parece está voltando. Em 2017 foram registrados 219 milhões de casos, contra 217 milhões em 2017.

professor de genética humana e diretor do Instituto Jenner na Universidade de Oxford, Adrian Hill, disse que existe uma real preocupação de que a doença volte e que as medidas já existentes podem ser modestamente eficazes, principalmente porque: “Drogas e inseticidas se desgastam – depois de 10, 20 anos os mosquitos se tornam resistentes.”

Para garantir uma proteção eficaz, a vacina vai ser administrada em quatro doses. As três primeiras entres os 5 e nove meses e a última perto do segundo aniversário da criança. A própria OMS afirma que a vacina é: “Ferramenta complementar de controle da malária.”

Mosquiteiros e inseticidas e qualquer forma de combater o mosquito ainda são importantíssimas. E mesmo afirmando que, a vacina não é eficaz, Alena Pance, cientista sênior do Wellcome Trust Sanger Institute disse que: “É muito importante ter em mente que 40% de proteção na parte mais endêmica do mundo, a África, é melhor do que nenhuma proteção. Finalmente, esta é a única vacina que tem alguma eficácia.”

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