Saúde

4 motivos para você reunir a família em volta da mesa para as refeições

Essa simples atitude faz toda a diferença no dia a dia; entenda

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

(Foto: iStock)

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Reunimos um grupo de pessoas feras para projetar como estará o cenário da alimentação no futuro. O papo rolou e foi unânime: precisamos resgatar urgente o hábito de sentar-se à mesa em família e comer. Sim, isso fará diferença para criar crianças saudáveis e nutridas física e emocionalmente. É um ponto de partida! Sem espera, sem frescura!

Mas, vamos por partes. Falando sobre o que colocamos no prato, a família de hoje curte praticidade. Se a gente comparar com a rotina familiar de 50 anos atrás, muita coisa mudou. A mãe, na maioria dos casos, não fica mais o dia inteiro em casa, cuidando dos filhos. O casal trabalha e quando chega à noite em casa tem as tarefas domésticas e os cuidados com as crianças para dividir. Na correria do dia a dia, a comida mais rápida é a primeira opção, por isso o mundo industrializado tomou conta da cozinha brasileira.

E além da alimentação desregrada, muitas pessoas deixam passar um momento importante em família para cada um comer no seu canto. Se reconheceu? Por isso, aqui vai um conselho mais que de amiga, escolha uma refeição por dia, seja café da manhã, almoço ou jantar e se esforce para sentar-se à mesa com seus filhos. Já está comprovado cientificamente que esse comportamento só traz benefícios. Um estudo do National Center on Addiction and Substance Abuse at Columbia University, Estados Unidos, comprovou que os adolescentes que mantém uma relação mais próxima com os pais, desde a infância, têm menos chances de se envolver com álcool e drogas.

Mas, calma, vamos chegar às refeições em família. Além de avaliar a relação entre familiares, os pesquisadores notaram que os filhos sem o hábito de sentarem-se à mesa com os pais, desde pequenos, para comer, ao menos duas vezes por semana, eram mais propensos ao uso de bebidas alcoólicas quando comparados àqueles que tiveram isso durante a infância. Na real, é que não se trata da comida e sim do empenho dos pais em demonstrar para a criança o quanto se importam com o diálogo.

É em volta da mesa que você pergunta: “Como foi seu dia?” ou “Por que você parece triste?” Esse papo diário proporciona benefícios psicológicos para o seu filho, dando forças para lidar com as pressões de amigos na hora de escolher fazer algo que prejudique a saúde deles. Quando as famílias se reúnem ao redor da mesa estão, ao mesmo tempo, investindo na saúde – mental e física – e resgatando uma tradição que ajudou muito na construção da sociedade.

De acordo com a nutricionista Sueli Moreira, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em um artigo chamado Alimentação e Comensalidade: aspectos históricos e antropológicos (publicado em 2010), há bem mais de
300 mil anos, o domínio do fogo ajudou o homem a cozinhar os alimentos, dando origem à famosa cozinha. Ou seja, uma das razões para a gente deixar de ser bicho e virar gente, foi a refeição em família. Como você pode perceber, essa prática começou há bem mais que 50 anos e contribuiu bastante para o nosso desenvolvimento como sociedade. Por que não traria benefícios hoje?

1. Espelho, espelho meu

É comendo junto que você educa. “Até na hora da alimentação, a criança imita o adulto”, comenta Elaine Pádua, nutricionista com mestrado em Ciências da Saúde, pela UNIFESP, e mãe de Isabella e Rafaella. “Outra maneira dos pais influenciarem na alimentação dos filhos é através dos estímulos”, acrescenta a nutricionista Ariane Bomgosto, filha de Beatriz e Jovani. Fazer as refeições à mesa com todos os membros é o momento perfeito para falar sobre hábitos saudáveis com as crianças.

Às vezes, o estresse começa quando seu filho rejeita o que está no prato, neste momento você precisa se munir de insistência e paciência. “Os especialistas indicam que é preciso oferecer à criança, NO MÍNIMO, 20 vezes o alimento, antes de dizer que ela não gosta”, explica a nutricionista. Também apresente de formas diferentes. Se for uma cenoura, um dia você oferece um bolo e no outro, o alimento cozido. “Falta paciência, ninguém quer se aborrecer. Por isso, muitos pais optam pelo que é prático”, opina Amilcar Azevedo, pai de Bernardo e Benjamin, fundador e um dos sócios da Gourmetzinho.

Sim, dá trabalho! Mas o processo de alimentação faz parte dos cuidados com a criança e precisa ser prazeroso para os pais. Se você demonstrar ao seu filho que ama aquele momento, daqui a 50 anos o relacionamento dele com a comida será mais que bom.

2. Sem D.R. com a criança

Outro ponto importante é entender que você conhece