Saúde

Os primeiros sinais para saber se seu filho é alérgico a algum alimento

A cada cem crianças, oito sofrem de alguma alergia alimentar

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: Getty Images)

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Oito em cada cem crianças sofrem de alguma alergia alimentar. Isso significa que um número grande de pais deve se preocupar todos os dias sobre como proteger os filhos de ameaças que nem sempre são tão óbvias. E, ao que tudo indica, nos próximos anos, é quase certo que esse índice fique muito maior.

Antes de mais nada, vale reforçar que alergia alimentar e intolerância alimentar são coisas diferentes. A alergia é uma resposta do corpo que causa uma reação severa e geralmente imediata.  Já quando um bebê tem intolerância, ele está perdendo a enzima necessária para decompor uma proteína. Sintomas de alergias e intolerâncias ocorrem, principalmente, quando os bebês começam a comer sólidos.  Após realizar os testes, o tratamento geralmente se concentra em evitar determinado alimento, mas é importante que um médico guie essa nova dieta.

“A primeira exposição a um alérgeno estimula o sistema imune para reconhecer a substância. Qualquer exposição posterior, geralmente causará sintomas. Quando um alérgeno entra no organismo de uma pessoa que tem o sistema imune sensibilizado, certas células liberam histamina e outros químicos, que produz coceira, edemas, produção de muco, espasmos musculares, urticária, erupção cutânea e outros sintomas”, explica o Dr. Fábio Morato Castro, alergista, imunologista e diretor da Clínica Croce.

Primeiros sinais

Até os seis meses de vida, o leite materno deve ser a alimentação exclusiva do bebê. Depois, começa a fase de introdução alimentar, que pode gerar diversas incertezas aos pais e mães — afinal, é um período de descobertas para a família toda.

A nutricionista Roseli Ueno Ninomiya, da Clínica Mãe, recomenda que no início seja oferecido suco de frutas (laranja lima, maçã, pera ou mamão) como lanche no meio da manhã entre as mamadas. “A adaptação a essa nova rotina na alimentação da criança pode levar de uma a 2 semanas, a partir daí começa a introdução da papinha de frutas amassadas ou raspadas, no lanche da tarde entre as mamadas”, aconselha.

Após uma semana, é hora de introduzir as sopas, primeiro no almoço e depois no jantar. Segundo a especialista, essa evolução lenta e gradual — afinal, o bebê passará de zero para quatro refeições diárias — é muito importante e necessária para descobrir a aceitação da criança aos alimentos e identificar se algum deles pode ser alergênico ou causar algum desconforto.

“Não tenha pressa, aproveite esse tempo para conhecer bem o seu filho, busque entender o perfil dele e sua personalidade. Alguns são gostam de experimentar, enquanto outros são mais preguiçosos. É uma fase de descobertas”, explica Roseli.

Segundo a especialista, para diminuir os riscos do seu filho desenvolver algum tipo de