Criança de 10 anos com doença degenerativa encontra o melhor jeito de inspirar projeto social

André Caldas tem Distrofia Muscular e seus desenhos ajudam no seu desenvolvimento

André Caldas e o boneco do seu projeto (Foto: reprodução / Projeto Caiu do Céu)

Nascido em Santos, André Caldas aos 2 anos de idade foi diagnosticado com DMD, uma doença sem cura e degenerativa, que enfraquece os músculos e afeta, principalmente, os meninos. Hoje, aos 10 anos, ele fez dos desenhos dele uma inspiração para o projeto “Caiu do Céu”, que ajuda a colorir a vida de outros meninos que também tem a doença da Distrofia Muscular de Duchenne (DMD).

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Após alguns anos do diagnóstico, os pais decidiram buscar um tratamento mais avançado e a família foi morar na França. E para financiar os custos no país, decidiram vender canecas estampadas com desenhos feitos pelo próprio André. “Ele iniciou o ensino fundamental lá, não era alfabetizado ainda. Aprendeu a língua em seis meses, mas fomos percebendo suas dificuldades de aprendizagem”, diz Andréa Caldas, mãe do menino, para o G1.

Ela conta que o filho ficava triste com a doença e que achou nos desenhos uma maneira de se expressar, coincidentemente, o hobby acabou melhorando também a sua capacidade de desenvolvimento. “Guardava todos como um tesouro. Até que um dia, abriu uma escola Montessori (método de ensino) perto de nossa cidade, porém era particular e muito cara. Mas era uma esperança para recuperar o amor pelo aprender. Foi quando tive a ideia de imprimir seus desenhos em canecas e criar o projeto Caiu do Céu”, conta a mãe.

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Segundo ela, o projeto tinha como objetivo proporcionar algo que André precisava por meio das suas capacidades, aumentando sua autoestima e confiança e mostrando o seu valor.

“O projeto nos remete a um mundo de esperança concreta, nos tirando do olhar sombrio da doença. Traz um olhar de valor ao André e a outros meninos, em vez de um olhar de piedade. Ele é uma criança corajosa e feliz, mesmo diante dos desafios que enfrenta. Nos faz ver o mundo de forma mais positiva e bela”, finaliza.

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