Viviane Araújo explica motivo por ter optado pela ovodoação para engravidar

Viviane Araújo, grávida do primeiro filho, fruto do relacionamento com o Guilherme Militão, explicou os procedimentos que teve que passar até conseguir se tornar gestante. Em esclarecimento, contou que por estar entrando na fase da pré-menopausa e por não ovular mais, optou pela ovodoação para gerar o Joaquim

Resumo da Notícia

  • A atriz e bailarina, Viviane Araújo, explicou os motivos pelos quais optou pela ovodoação para gerar o primeiro filho, fruto do relacionamento com o Guilherme Militão
  • A artista falou que por estar na fase pré-menopausa e também por não ovular mais, teve que seguir o caminho da ovodoação para gerar o Joaquim
  • Além disso, a Viviane afirmou que compartilhou o caso para que outras família possam compreender o método

Em entrevista concedida ao podcast Grão de Gente, a atriz e bailarina Viviane Araújo explicou o motivo pelo qual optou pela ovodoação e discorreu sobre assuntos acerca da maternidade. A artista está grávida do primeiro filho, fruto de seu relacionamento com o Guilherme Militão. Em esclarecimento, ela contou que optou pelo procedimento artificial em decorrência de sua idade e, também, por estar entrando na fase da pré-menopausa. Além de estar em uma situação em que já não ovulava mais.

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“Eu estou com 47 anos. Quando eu fiz a inseminação, eu estava com 46. Pela minha idade e pelo meu histórico, por ter tomado muito hormônio, eu já não ovulava mais, estava em uma pré-menopausa. Tudo isso tornava difícil eu engravidar normalmente. Aí a gente procurou uma clínica de reprodução humana no Rio de Janeiro. A gente teve o primeiro encontro ainda na pandemia, em 2020. A gente conversou, o médico explicou o processo da mulher, quando começa a ovular. E quando ela está bem madura, o óvulo já não é tão saudável depois de uma certa idade. E com o homem é totalmente o contrário. Com 60, 70 anos ele pode fazer filho (risos). E aí ele (o médico) falou da ovodoação. É uma esperança para nós mulheres que passamos por todo esse problema. Eu falei: “Doutor, eu não tenho problema nenhum se meu óvulo tiver que ser doado”, iniciou Viviane

A atriz compartilhou várias fotos do chá nas redes sociais
A atriz está grávida do primeiro filho, o Joaquim (Foto: Reprodução/ Instagram @araujoviviane)

Em complemento, disse: “Comecei o tratamento para ver como estava meu útero, se eu podia gerar e não tive problema nenhum, graças a Deus. Fiz a primeira tentativa em novembro e não deu certo. Mas eu não ia desistir nunca. E, em dezembro, a Bruna, minha enfermeira, conseguiu uma doadora compatível. Ainda fiquei meio assim porque era final de dezembro, viria o Réveillon que a gente tinha programado, aí veio o carnaval que seria em fevereiro. Cheguei a falar: ‘Ah, amor. Acho melhor deixar para depois do carnaval, que vou ficar mais tranquila’. Em 16 de dezembro, a gente fez segunda tentativa e aí deu certo. Fiz o exame dia 24 de dezembro e constatei que estava grávida. Foi lindo. Acordei ele na hora. E meu corpo já estava me avisando. O peito ficou com uma dor horrível, o bico ficou pontudo, diferente. Eu fiz a transferência no dia 16, mas o embrião já tinha sido feito”.

Viviane também contou que faz o uso de medicamentos para assegurar a gestação. A artista afirmou que se sente bem e reforça que expôs a sua situação para que outras famílias também possam compreender o método. “Eu fiz questão de expor, de falar, porque tem mulheres que não aceitam. O marido não aceita, a família… Às vezes, por questões religiosas… Comecei a ouvir algumas coisas e é bem assustador. A ovodoação é um caminho que nós temos”, finalizou.

Ovodoação

“A ovodoação é o melhor recurso que se tem para que uma mulher possa engravidar quando ela não tem mais óvulos”, resume o Dr. Nilo Frantz, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução assistida e pai de André, Gabriela e Alberto. A técnica que consiste em usar o óvulo de uma outra pessoa para realizar a fertilização in vitro vem sendo cada vez mais procurada ao redor do mundo, uma vez que as mulheres estão engravidando mais tarde, quando a reserva ovariana está mais baixa. De acordo com o IBGE, no Brasil, cerca de 30% dos nascimentos são frutos de mulheres entre 30 e 44 anos de idade, quando as chances de engravidar naturalmente variam entre 22 e 5%. 

A importância de ter o acompanhamento de profissionais
A importância de ter o acompanhamento de profissionais (Foto: Getty Images)